Política

“Essa decisão é temporária”, detona Pablo Marçal após nova condenação

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Pablo Marçal acredita que irá concorrer na próxina eleição  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 27/04/2025, às 15h45



Após a Justiça Eleitoral de São Paulo tornar o empresário Pablo Marçal (PRTB) inelegível pela segunda vez neste ano, ele declarou que a decisão é "temporária e que cumpriu todos os requisitos legais durante a campanha". A declaração foi feita neste domingo (27), logo após a divulgação dos autos.

Essa decisão é temporária. Cumprimos todos os requisitos legais durante a campanha. Confio na Justiça e estou certo de que vamos reverter”, afirmou Pablo Marçal.

A decisão foi proferida pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Antonio Maria Patino Zorz, que condenou Marçal por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação e gastos ilícitos de recursos na campanha eleitoral de 2024.

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Além de perder a possibilidade de se candidatar, o empresário deverá pagar uma multa de R$ 420 mil. Zorz julgou parcialmente procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), apresentada pelo PSB, partido de Tabata Amaral, ex-adversária de Marçal nas eleições municipais. A denúncia questiona o impulsionamento indevido da candidatura de Marçal nas redes sociais.

A repercussão no contexto específico da eleição (gravidade quantitativa) pôde ser constatada devido aos vídeos que ofereciam pagamento a quem realizasse cortes das gravações de Marçal em um concurso, acessíveis a milhões de seguidores em suas redes sociais (TikTok, YouTube, Instagram, entre outros). Além disso, foram registradas 3,5 bilhões de marcações atingidas e confessadas pelo réu Pablo Marçal apenas em sua rede social TikTok.

Foi compreendido também que houve uma terceirização do processo de impulsionamento dos vídeos nas plataformas digitais. 

“Em razão da existência do impulsionamento de cortes de vídeo realizado por terceiros, estimulado pelo próprio candidato Pablo Marçal como forma ilícita de alavancar visualizações dos vídeos com seu conteúdo”, diz um trecho da decisão.

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