Política

Estrategista político aponta nova derrota de ACM Neto em 2026: “ele sabe disso”

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Sócio de Instituto de Pesquisa Real Big Data prevê caminho difícil pra Neto no próximo pleito  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ YouTube
Aina Soledad

por Aina Soledad

Publicado em 12/08/2025, às 20h34 - Atualizado às 22h29



O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), deve encontrar dificuldade numa possível disputa pelo governo da Bahia em 2026. Ele, que já foi derrotado pelo então governador Jerônimo Rodrigues (PT), no último pleito, pode colecionar mais um insucesso.

O possível novo fracasso pode estar ligado a atuação do governo petista no interior da Bahia, segundo avaliou o estrategista político e sócio do Instituto de Pesquisa Real Time Big Data, Wilson Pedroso, durante entrevista ao programa Se Liga Bocão na noite desta terça-feira (12), na Baiana FM.

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“O Lula sabe, a esquerda sabe usar a máquina pública. Aí na Bahia, eu tenho até uma tese: o ACM também perde, porque na hora que a máquina do Estado funciona na parte fora da região metropolitana, é a máquina pública se posicionando contra o ACM Neto, e ele acaba perdendo a eleição, e conversando com ele, que tenho uma certa relação, ele sabe disso”, afirmou.

Em 2022, a disputa pelo governo da Bahia foi para o segundo turno, onde Rodrigues ampliou a vitória em relação a Neto e venceu em 364 cidades baianas, contra 53. Embora ACM tenha levado a melhor nas maiores cidades do estado, Jerônimo teve 52% votos, o que correspondeu a mais de 4 milhões e 296 mil votos válidos, enquanto Neto ficou com 47%, o que representa pouco mais de 3 milhões e 782 mil votos.

Vale ressaltar que o petista tem atraído diversos prefeitos baianos que declararam apoio a Neto em 2022. Uma das principais queixas dos políticos recebidos pelo governador é de que Neto abandonou os aliados após perder a última eleição.

Na avaliação de Pedroso, a direita ainda tem muita dificuldade em utilizar a máquina pública para refletir nas eleições. Medida que, para ele, a esquerda desempenha com maestria.

“O Lula está se reorganizando, está ampliando os pacotes de bondades para o público que ele estava perdendo, principalmente do Nordeste, está ampliando bolsas. Então ele está começando a se movimentar e se organizar. Se o bolsonarismo não se atentar a ficar só nessa discussão, o Bolsonaro com certeza vai perder a eleição”, afirmou.

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