Política

Ex-assessora de Lira foi citada em escândalo da Odebrecht

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Mariângela teria mandado para a construtora Odebrecht um rascunho de um texto de lei que ainda estava sendo discutido no Senado  |   Bnews - Divulgação Agência Câmara/Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 17/12/2025, às 06h58



A Polícia Federal realizou uma operação na última sexta-feira (12), que colocou a advogada Mariângela Fialek, de 51 anos, no meio de uma investigação sobre o desvio de emendas parlamentares conhecidas como Orçamento Secreto. 

Isso aconteceu enquanto ela trabalhava como assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL). Mas esse não é o primeiro caso polêmico na carreira dela.

Em 2014, quando ela tinha o mesmo cargo com o então senador Romero Jucá (MDB), o nome de Mariângela apareceu em outra polêmica.

Ela teria mandado para a construtora Odebrecht um rascunho de um texto de lei que ainda estava sendo discutido no Senado, antes de ser mostrado aos outros parlamentares.

O texto era para ajudar a empresa, que estava envolvida em um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil.

 O e-mail foi enviado no segundo semestre de 2014, período em que o Congresso discutia as medidas provisórias (MP) 651 e 656. Essas MPs interessavam à Odebrecht porque falavam de benefícios fiscais.

De acordo com o Ministério Público, o conteúdo do e-mail mencionava alterações em um parecer elaborado para a MP e que foi discutida entre os executivos da Odebrecht e o senador do MDB.

Outros e-mails trocados por dirigentes da construtora também apontaram Jucá como articulador no Congresso Nacional de mudanças que beneficiariam a empresa.

Jucá virou réu no caso conhecido como Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, após denúncia de que teria recebido propina de R$ 150 mil da Odebrecht em troca de inserir itens de interesse da empreiteira em duas MP que estavam em tramitação no Congresso Nacional.

O valor foi pago mediante doação oficial a seu filho, Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador do Estado de Roraima pelo MDB. O pagamento da suposta vantagem indevida foi operacionalizado por meio de transferência ao diretório do partido político.

Na ação que Romero figurou como réu, Mariângela foi ouvida apenas na condição de testemunha dele. Em 2024, a Justiça Federal do Distrito Federal mandou arquivar a ação contra o ex-senador pelo suposto crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A absolvição se deu por improcedência da denúncia. O magistrado concluiu que o Ministério Público Federal “não logrou êxito em comprovar a prática dos crimes”, sendo a absolvição a medida imposta.

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