Política

Ex-coordenador do MBL Bahia abre o jogo após expulsão de Sandro Filho: “Se deslumbrou com o poder”

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Siqueira Costa Jr. destaca que a expulsão de Sandro Filho vai além do que foi divulgado e critica seu comportamento após a eleição.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 11/11/2025, às 20h41 - Atualizado às 20h55



O ex-coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia, Siqueira Costa Jr, comento a expulsão do vereador Sandro Filho (PP), anunciada nesta terça-feira (11) pela direção nacional do movimento. Em entrevista exclusiva ao BNews, Siqueira afirmou que a decisão vai além do que foi divulgado publicamente e criticou a postura do parlamentar após conquistar o mandato.

“A expulsão do Sandro ela vai além do que foi falado na live. A gente que vive o partido da política sabe que o que acontece na política e os motivos que levaram a expulsão do Sandro vai além do que o Renan [Santos] fala na live, que a esposa de Sandro, uma pessoa que nunca trabalhou na vida e do nada vira sócia de um bar com ex-assessor de dois ex-vereadores, com codinome de 'Agiota'. Vai além disso”, afirmou.

Siqueira disse ainda que o vereador não demonstrou engajamento com a criação do partido Missão, ligado ao MBL. Segundo ele, o afastamento político de Sandro Filho também foi um fator que contribuiu para o seu desligamento.

“Tem a questão mesmo do próprio Sandro não ter se movimentado em pedir a saída do PP para fazer parte do partido Missão. O próprio Sandro, em momento nenhum, no dia que o Missão foi pronunciado como partido, fez questão de fazer um pronunciamento, gravar um vídeo, ou até mesmo postar algo relevante nas suas redes sociais sobre a criação do partido. E tudo isso já vinha sendo comentado nos bastidores”, declarou.

O ex-coordenador disse ter participado de reuniões com lideranças do movimento sobre o novo partido e afirmou ver o MBL como uma alternativa política relevante. “Eu participei de algumas reuniões com o Ricardo Almeida, sobre o partido Missão, porque eu, como um dos fundadores do MBL na Bahia, que há seis anos não faço parte, mas me identifico muito com a bandeira do MBL, fiquei entusiasmado com o partido Missão, gostaria que o partido existisse em Salvador para ser realmente um meio de canalizar pessoas que não fossem bolsonaristas, mas que tivessem sim, através do partido Missão, a condição de se tornarem candidatos não vinculados a uma imagem de extrema-direita ou algo do tipo”, disse.

Siqueira lamentou a situação e fez críticas ao comportamento do vereador. “Fico triste, porque é um menino novo, se deslumbrou com o mandato, se deslumbrou com o poder. E o que a gente sabe é que em pouco tempo de mandato, não dá pra ter, não dá pra sustentar, por assim dizer, o que a gente vê em rede social. Viagens, não dá pra sustentar os carros, não dá para sustentar moradias, é muito pouco tempo de mandato com um salário que relativamente não é um salário muito alto. O padrão de vida que ele vive hoje não condiz muito com o que ele ganha.”

Por fim, ele criticou o envolvimento da esposa do vereador em um empreendimento polêmico. “Principalmente a esposa dele, que é universitária, nunca trabalhou na vida, vem de uma família também humilde, e do nada vira uma empresária de um bar, onde o sócio é um cara que é conhecido como Agiota. Fico triste, eu espero que o MBL se reerga, que consiga colocar o partido Missão à frente”, destacou.

“E eu acho que o Sandro, se foi tudo aquilo ali que o Renan falou, ele pecou na vaidade, pecou na questão do ter sido imaturo e não saber conduzir o poder financeiro, da vereança.”

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