Política
Publicado em 18/02/2025, às 08h33 Victória Valentina
Durante a campanha eleitoral municipal, em outubro de 2024, o então candidato e ex-prefeito de Taboão da Serra (SP), José Aprigio (Podemos), de 72 anos, foi baleado enquanto estava dentro de um carro, em uma suposta tentativa de homicídio. No entanto, a Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que, na verdade, o político forjou o atentado. As informações são da TV Globo.
No dia 18 de outubro do ano passado, Aprigio foi baleado e ferido no ombro esquerdo por um tiro de fuzil disparado de um veículo. A bala perfurou o carro blindado em que ele estava e os suspeitos fugiram.
Além do político, seu motorista, um secretário e um fotógrafo estavam no veículo, mas não foram atingidos. Seis disparos furaram a lataria e o vidro do automóvel.
Um dos envolvidos do caso relatou que não estava previsto o fato de que os tiros de fuzil atravessariam a blindagem e atingiriam o prefeito. Segundo o suspeito, foi o próprio Aprígio que pediu para atirar no vidro, uma vez que acreditava que a bala não atravessaria o blindado.
À época, vídeos gravados pela comitiva do ex-prefeito o mostravam sangrando no carro. Depois, em suas redes sociais, foram compartilhados vídeos dele no hospital contando que havia fraturado a clavícula. As postagens viralizaram.
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Segundo as investigações, o ex-prefeito simulou o ataque para sensibilizar eleitores e conseguir se reeleger, mas acabou perdendo no segundo turno para Engenheiro Daniel (União Brasil).
A polícia concluiu, inclusive, que Aprigio pagou R$ 85 mil por uma AK-47, fuzil utilizado na falsa tentativa de homicídio. Além disso, os cinco atiradores e comparsas receberam R$ 500 mil pelo trabalho.
Ao menos nove pessoas, sendo três secretários de Aprigio à época, estão envolvidos diretamente no falso ataque a tiros, de acordo com a polícia e o MP. Na segunda-feira (17), uma operação foi realizada para tentar prender alguns dos envolvidos na fraude.
Procurada pela Globo, a defesa do ex-prefeito José Aprigio alegou inocência. "Ele ficou muito surpreso com a informação de que foi algo forjado aí. Vocês têm que analisar de uma forma que, se o crime existiu de forma a ser forjada, ele sofreu um tiro de um armamento pesado. Então, a vida dele naquele momento foi comprometida", disse o Allan Mohamed, advogado do político.
O caso é apurado como tentativa de homicídio, incêndio e adulteração de veículo.
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