Política
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis (União), enfrenta uma cobrança fora da política. Segundo o BNews apurou, ela deve cerca de meio milhão de reais a um famoso escritório de advocacia de Brasília contratado por ela quando teve o mandato de vereadora cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em 2023. A cobrança é feita pelo escritório Alckmin Advogados, de José Eduardo Alckmin (primo do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin).
Na época, Débora buscou apoio jurídico na capital federal após perder em segunda instância uma ação movida pelo PSB, partido que integrava a base da prefeita Moema Gramacho (PT).
Quando o caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ser julgado pelo ministro Kássio Nunes Marques, com atuação dos advogados e articulações políticas, sobretudo junto a lideranças do PP e do União Brasil, conseguiu reverter a cassação e retomar o mandato. Depois, o próprio PSB desistiu da ação.
À época no PDT, Débora tinha a defesa feita pelos advogados Vagner Cunha e Frederico Matos. Quando a ação chegou ao TSE, a então pedetista contratou o escritório Alckmin Advogados. Também passou a integrar a equipe a advogada Gabriela Rollemberg, filha do ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.
O problema é que, mesmo já eleita prefeita em 2024, Débora não quitou a dívida com o escritório. Segundo relatos de fontes ouvidas pelo BNews, ela se recusa a atender telefonemas e até a negociar um acordo para pagamento parcelado dos honorários.
Esta semana, Débora foi procurada por emissários do escritório em Brasília, onde foi participar da convenção que oficializou a federação entre o PP e o União Brasil. Ela se recusou até a honrar a dívida de forma parcelada, postura que causou desconforto nos bastidores de Brasília, onde os profissionais que atuaram em sua defesa ainda aguardam uma solução para a pendência.
Em outubro de 2023, quando ocorreu a contratação dos escritórios em Brasília, Débora Régis declarou ao site Política Livre: "Tenho confiança total de que a Justiça será feita em Brasília. Todos os juristas que analisam o meu caso são unânimes em afirmar que não há motivo plausível para a cassação. Vamos provar isso”.
O BNews entrou em contato com a assessoria de Débora Régis nesta sexta-feira (22), mas a prefeita não se pronunciou até a publicação dessa matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Atualização
Após a veiculação da reportagem, Débora Regis (União Brasil), e o escritório Alckmin Advogados emitiram notas sobre o assunto. Leia na íntegra os posicionamentos:
Nota da Prefeita
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis, nega veementemente as informações e recebe com surpresa a publicação desta matéria pelo BNews, um veículo que sempre preza por ouvir os dois lados. A prefeita ressalta que o conteúdo da matéria não é verdadeiro. Além disso, Débora Regis destaca que a matéria é ainda mais surpreendente, pois, à uma boa relação com o escritório Alckmin Advogados, que sempre foi pautada pelo diálogo e respeito mútuo e que continuará sendo desta mesma forma.
Nota de Esclarecimento
Alckmin Advogados
O escritório Alckmin Advogados recebe com surpresa as informações veiculadas neste site, que não refletem a realidade dos fatos. Não houve, em nenhum momento, cobranças feitas pelo escritório contra a prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis. A relação e o diálogo entre as duas partes sempre foram conduzidos com serenidade, respeito e compreensão mútua, o que aliás sempre marcou o nosso relacionamento.
Para nós, a maior satisfação é contribuir, dentro do nosso papel técnico, para que as instituições funcionem com transparência e respeito, em harmonia com os valores democráticos. O escritório destaca, ainda, sua satisfação em ver que o eleitorado de Lauro de Freitas pôde exercer plenamente a sua liberdade de escolha no último pleito, fortalecendo a democracia e garantindo que a vontade popular fosse respeitada.
Classificação Indicativa: Livre
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