Política

Executivos e advogados ligados a bets se unem contra MP, chamam medida de Lula de 'chavismo' e falam em 'não desligar"

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Executivos e advogados se reuniram para traçar estratégias jurídicas e políticas após a medida que afeta R$ 30 bilhões mensais em apostas  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Freepik
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2026, às 18h18



Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicar uma Medida Provisória (MP) determinando o fim das bets no Brasil, uma reunião virtual de emergência foi realizada entre executivos e advogados do setor. Aproximadamente 180 participantes discutiram diversas alternativas e, entre gritos mais fortes e opções menos harmônicas, chegaram a um consenso sobre como irão tentar preservar os negócios no país. 

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A ideia é escolher um instrumento jurídico único e certo para protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF), evitar ações individuais e conseguir uma liminar contra a MP. 

Os instrumentos ainda estão sendo avaliados. A decisão saiu ontem à noite. Ainda se estuda se cada uma deve recorrer ou se existirá algo coletivo, trazendo mais vozes, disse, no sábado (26), ao O Globo, Pedro Simões, sócio do Veirano Advogados, que defende algumas empresas do setor.

A MP do governo foi recebida com surpresa e choque entre Agentes do setor, embora o presidente Lula já estivesse com o tom aumentado contra as bets há algumas semanas. Durante a reunião, segundo uma fonte revelou ao O Globo, houve um princípio de rebelião, com executivos afirmando quererem desafiar a proibição e não "desligar" as plataformas de apostas.

Entretanto, eles foram convencidos de que, neste momento, era preciso obedecer a MP e não colocar em risco uma possível estratégia de reestabelecer a regulação.

Também ao O Globo, o presidente a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, afirmou que o clima no encontro foi de perplexidade e de revolta, mas que o plano é agir em conjunto e dentro da legalidade.

Os executivos e advogados atuarão em duas frentes: uma jurídica, com foco no Supremo Tribunal Federal (STF), e outra política, com articulação junto a parlamentares para derrubar o texto no Congresso.

Após a eleição, o setor pretende voltar ao Congresso e entregar aos deputados e senadores relatórios e dados técnicos que contestem a narrativa do governo. 

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