Política

"Extorsão": Muniz detona sistema Kiss and Fly no aeroporto de Salvador e cobra estudo feito por órgão de trânsito

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Presidente da Câmara anuncia que projeto que proíbe sistema Kiss and Fly no aeroporto será votado na volta do recesso  |   Bnews - Divulgação BNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 21/07/2026, às 11h50



Presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Carlos Muniz (PSDB) voltou a criticar a situação envolvendo o sistema Kiss and Fly, modalidade que será adotada no Aeroporto de Salvador utilizando o meio-fio para embarque e desembarque rápido. Motoristas terão até 10 minutos de gratuidade para deixar ou buscar passageiros. Ultrapassar esse limite gera uma cobrança de R$ 18,00, o que revoltou a classe política.

Em entrevista nesta terça-feira (21), no programa Giro Baiana da Baiana FM 89,3, Muniz disse que o projeto de lei que veta o sistema será votado na volta do recesso parlamentar, no início de agosto. Autor da proposta, ele defende que a maioria dos vereadores podem acompanhá-lo na decisão.

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Eu, como presidente, poderia ter o privilégio de impor um projeto meu para ser votado. Mas eu não faço isso. Eu vou com os vereadores e a maioria. Se a maioria entendeu que tem que ser dessa forma, nós acompanhamos. Você pode ter certeza de que o projeto será votado. Se os vereadores não quiserem votar com ele, mas ele será votado", disse.

Ainda de acordo com Muniz, a cobrança deve acontecer desde que esteja embasada em estudos técnicos feitos pelo poder público. "Eu não sou contra a educação e que você organize o espaço. O que eu sou contra é uma cobrança de R$ 18 se você passar de 10 minutos para que você deixe uma pessoa no aeroporto. Com um tempo de 10 minutos, eu não sei qual foi feito o estudo. Perguntei a Diego Brito, da Transalvador, onde teve esse estudo e ele me disse que não passou por um estudo nenhum da Transalvador. Como que você tem 10 minutos e não passou por um órgão de trânsito de Salvador?", questionou.

"20 minutos é o tempo ideal", acrescenta o presidente da Câmara.

Tem gente que, quando chega no aeroporto e vai esperar um familiar, vai dez pessoas da família. Aí tem que pagar o estacionamento e acabou. O que não pode é uma pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo. As pessoas querem cobrar algo e não se colocam no lugar das pessoas que têm dificuldade de locomoção", exemplificou.

Ainda de acordo com o presidente da Casa, uma reunião entre representantes da Câmara e os empresários foi realizada neste ano, mas não se chegou a um denominador comum sobre a medida, que ainda não tem data para entrar em vigência na capital baiana.

"Alegaram que o estudo é deles. O estudo não tem que ser deles, tem que ser do órgão de trânsito de Salvador. Para fazer um empreendimento em Salvador, você precisa de um estudo do órgão de trânsito. Mas para fazer uma cobrança, não precisa? Ele quer chegar em Salvador e acha que é casa de mãe Joana. Não tenho nada contra empresário. Pelo contrário. Você quando traz emprego para a população, você é bem vindo. Mas sem querer fazer extorsão. Isso é uma extorsão", disse Muniz.

Classificação Indicativa: Livre

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