Política

“Falta de respeito”: vereador critica nova taxa no Aeroporto de Salvador e promete ação

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Vereador questiona a viabilidade do sistema para pessoas com deficiência e critica a cobrança em um local já oneroso como o aeroporto.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Carolina Papa e Daniel Serrano

por Carolina Papa e Daniel Serrano

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 08/04/2026, às 16h56 - Atualizado às 16h57



O vereador Randerson Leal (Podemos) não poupou críticas, nesta quarta-feira (8), ao novo sistema de acesso  à área de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional de Salvador.

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O Salvador Bahia Airport, que administra o terminal,  anunciou que vai adotar o sistema “kiss and fly” (Beijo e voo, em tradução livre), para organizar o uso do meio-fio e dar mais fluidez ao trânsito no local. Com a medida, o tempo de gratuidade dos veículos é de até 10 minutos neste locais. Em caso de violação do tempo, será cobrada uma taxa adicional para permanecer no aeroporto. O valor ainda não foi divulgado. 

Em conversa com a imprensa durante a sessão ordinária desta quarta (4), da Câmara Municipal de Salvador, Randerson criticou a iniciativa e lembrou que o aeroporto já cobra uma taxa no estacionamento. 

"Primeiro é um absurdo, mais uma vez, qualquer empresa ou qualquer estabelecimento comercial querer cobrar para o cidadão levar uma pessoa no aeroporto, em uma rodoviária, em qualquer lugar. Você limitar a ter 10 minutos para você embarcar ou desembarcar alguém é um absurdo", disse. 

"A gente não pode mais viver com tanta empresa querendo cobrar, altos estacionamentos, não pode ter muita cancela. Quer dizer, eu vou ter acesso ao aeroporto e tenho que passar por várias cancelas? Você já tem estacionamento, que é caro, inclusive,  e você ainda ter que limitar as pessoas a entrarem no aeroporto, isso é um absurdo. Isso é falta de respeito com o cidadão, com o consumidor, e nós vamos aqui batalhar para que possa tirar a cancela", acrescentou. 

O vereador ainda prometeu acionar o Ministério Público, Defensoria Pública e o PROCON contra a decisão. 

"Nós vamos reunir todos os órgãos de direito e defesa do consumidor e levar o cidadão também. O  cidadão tem que ficar, tem que ser respeitado e dessa forma não tem respeito nenhum com o cidadão, com o consumidor", disparou. 

"Se alguém tiver alguma deficiência física, como é que vai ter 10 minutos para você entrar no carro, sair do carro? Ou seja, você vai receber um turista da cidade, você tem que sair correndo para não pagar mais uma taxa?", questionou.

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