Política

Federação entre União Brasil e PP avança e partidos preparam saída do governo Lula

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Após formalização, a federação precisará da homologação do TSE para acessar recursos e participar de eleições.  |   Bnews - Divulgação Divulgação / União Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 16/08/2025, às 17h45 - Atualizado às 17h45



O União Brasil e o PP farão uma reunião na próxima terça-feira (19), Brasília, para acertar os últimos detalhes da federação entre os dois partidos. Na oportunidade, dirigentes das duas legendas deverão aprovar o estatuto da federação e ratificar a aliança. As informações são do jornal Estado de São Paulo. 

De acordo com a publicação, também deverá ser discutida na reunião a saída de membros dos dois partidos que ocupam cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o desembarque enfrenta resistência de membros dos dois partidos. 

O União Brasil e o PP ocupam quatro ministérios e  cargos no segundo escalão e diretorias de estatais, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

O União Brasil comanda três pastas: Comunicação; Integração e Desenvolvimento Regional; e Turismo. No entanto, dois primeiros ministérios são chefiados, respectivamente, por Waldez Góes e Frederico Siqueira, que são indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil) e não são filiados ao partido. Já o Turismo tem no comando o deputado Celso Sabino, filiado à sigla.

Já o PP tem apenas um ministério, o do Esporte, comandado pelo deputado André Fufuca (MA). A maioria da bancada do partido é contra a permanência dele na pasta, por entender que o governo nunca demonstrou interesse em querer contar com a presença da sigla, especialmente por conta do presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira (PI), que foi ministro de Jair Bolsonaro (PL). Além disso, membros do PP avaliam que a pasta trouxe poucos benefícios ao partido. 

Federação terá a maior bancada do Congresso 

Após a formalização, a federação precisa ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro será analisado por um ministro e, em seguida, julgado pelo plenário, onde precisa ser aprovado para poder disputar eleições, acessar recursos do fundo partidário e ser incluído nos sistemas oficiais.

Ao todo, o União Progressista terá 109 deputados federais e 15 senadores, fazendo com que a federação tenha a maior bancada da Câmara e uma das maiores do Senado. Além disso, a  federação terá 12,4 mil vereadores, 1,3 mil prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais, seis governadores, quatro vice-governadores e 1,2 mil vice-prefeitos.

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