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“Feminicídio é uma epidemia na Bahia”, alerta Alice Portugal ao anunciar ações da Câmara no estado

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Alice Portugal aponta a Bahia como o terceiro estado com mais feminicídios e discute ações para combater essa epidemia  |   Bnews - Divulgação BNEWS
Anderson Ramos e Yuri Pastori

por Anderson Ramos e Yuri Pastori

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Publicado em 02/04/2026, às 11h41 - Atualizado às 11h43



A deputada federal Alice Portugal (PC do B) destacou em entrevista para a imprensa durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às obras do VLT, em Salvador, nesta quinta-feira (2), a sua atuação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nos conflitos de terras no Sul e contra o feminicídio.

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Segundo a parlamentar, são duas questões fundamentais a serem tratadas numa diligência, a primeira que a Comissão de Direitos Humanos fará a Bahia.

Cinco lideranças indígenas presas. O Cacique Aruan Pataxó arrolado num processo de um conflito que ele não estava presente (...) é uma situação desproporcional que ocorre no extremo sul da Bahia. Nós vamos atuar e solicitar, como já fiz na Procuradoria Geral da República, a libertação imediata do Cacique Aruan", afirmou.

Alice disse que a diligência virá também a Salvador para tratar do feminicídio como epidemia. “Essa é a verdade. A Bahia está no terceiro posto de feminicídios no Brasil. Estamos vendo casos esdrúxulos de meninas que reagem a um namoro banal e são mortas (...) situações repetidas de mortes por não aceitação de divórcios", pontuou.

Queremos analisar o que nós podemos fazer de maneira global com os organismos feministas e de estado para ajudarmos a enfrentar o feminicídio e fazer do pacto nacional lançado pelo presidente Lula uma realidade também na Bahia", disse.

"Precisamos barrar a evolução disso, especialmente no ano eleitoral, quando mulheres querem continuar ocupando e virem novas mulheres ocuparem também espaços na política", defendeu.

Chapa de Jerônimo Rodrigues

Alice Portugal desconversou sobre a manutenção do vice Geraldo Júnior (MDB) na chapa governista . "Eu defendo a manutenção da Frente Ampla. Foi essa frente ampla multipartidária que nos trouxe a possibilidade de fazer da Bahia um estado que cresce", disse.

A Bahia nos governos carlistas ocupava o último lugar no Brasil em condições sociais. Estávamos literalmente no rodapé (...) sem liberdade política. Nós sentimos o gosto amargo do fascismo nos 4 anos de Bolsonaro (...) Então, nós queremos que essa frente ampla seja mantida", reiterou.

"Qual vai ser o partido que ocupará a vice? Está em debate. É justo isso que está em debate. Mas a manutenção da Frente Ampla será uma grande vitória", finalizou.

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