Política
por Rebeca Santos
Publicado em 06/05/2026, às 06h21
A Polícia Federal está investigando um possível esquema de “caixa 2” que teria sido prometido pelo deputado federal Rodrigo Bacellar (União) ao deputado estadual Thiago Rangel (Avante). O objetivo seria financiar a campanha da filha de Thiago, Thamires Rangel (PMB), a vereadora em Campos dos Goytacazes.
De acordo com a PF, o valor chegaria a R$ 2,9 milhões. Além da campanha de Thamires, o dinheiro também seria usado por outros candidatos ligados à base política de Thiago Rangel na cidade, como Dimisson Bombeiro (PMB).
A investigação faz parte da 4ª fase da Operação Unha e Carne, que foi deflagrada na terça-feira (5). Na ação, o deputado estadual Thiago Rangel foi preso.
A suspeita de caixa 2 intensificou depois que a Polícia Federal analisou mensagens trocadas no celular de Thiago Rangel com o operador financeiro do grupo, Luiz Fernando Passos de Souza. Os investigadores também usaram indícios de irregularidades que já tinham sido encontrados em uma fase anterior da operação.
No relatório final da Operação Postos de Midas, a Polícia Federal registra uma “escancarada compra de votos, durante a campanha de Thamires Rangel, que teria sido patrocinada, em parte, pelo ex-Deputado Estadual Rodrigo Bacelar”.
Em outubro do ano passado, quando tinha apenas 19 anos, Thamires Rangel foi nomeada subsecretária estadual de Ambiente e Sustentabilidade pelo então governador Cláudio Castro (PL). Ela foi exonerada depois pelo governador em exercício, Ricardo Couto.
Após deixar o cargo, a jovem voltou para a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Thamires foi eleita em 2024 com cerca de 5 mil votos e se tornou a vereadora mais jovem do Brasil naquele ano.
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