Política

Fim da escala 6x1: Sindicalista diz que perspectiva de demissões é "mentira contada pelo setor patronal"

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Emerson Gomes critica argumentos patronais sobre demissões e defende mudanças nas regras trabalhistas  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 30/08/2026, às 12h25   Mariana Bamberg e Davi Lemos



O presindente da Força Sindical na Bahia, Emerson Gomes, durante ato convocado pelo ministra da Cultura, Margareth Meneses, pelo fim da escala de trabalho 6x1, disse que o argumento de que a transformação nas regras trabalhistas podem causar demissões é uma mentira. O sindicalista esteve neste domingo (30), em Salvador, para pedir a aprovação da peça no Congresso Nacional junto a outros sindicalistas, políticos e representantes do setor cultural.

"Isso é uma mentira contada, lógico, pelo setor patronal. Historicamente já houve uma redução na jornada de trabalho. Em 88, quando constituímos a CLT, nós tínhamos já uma redução de jornada de 48 horas para 40 horas semanais. E não gerou desempregos; pelo contrário, gerou desenvolvimento, ninguém foi demitido e as empresas continuaram trabalhando da mesma forma", declarou Emerson Gomes.

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Ele complementou: "No mundo todo já há jornada de trabalho de 36 horas semanais. Aqui no Brasil, a gente tem lutado exatamente para evoluir, permitindo que a gente possa alcançar a jornada de 40 horas semanais, com o fim da escala 6x1, para permitir que as pessoas possam ter durante a semana ao menos dois dias de folga. Então, é isso que o movimento sindical tem lutado historicamente, que a nossa central sindical, a Força Sindical, tem discutido e dialogado com o Congresso Nacional, dentro dessa perspectiva que a gente aprova, inclusive sem redução salarial".

O sindicalista pontua melhoras inclusive na saúde mental dos trabalhadores. "Com isso, a gente vai permitir a melhor qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras em virtude do próprio aumento de doenças mentais ocasionados por conta do trabalho e permitirá que as pessoas tenham mais tempo livre, de lazer, do esporte, para cuidar da sua vida, e como a gente sempre diz, fazer aquilo que ele ele quiser. É um direito dos trabalhadores e trabalhadoras", defendeu.

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