Política

Fim da taxa das blusinhas? Alckmin evita falar sobre isenção em compras internacionais de até US$ 50

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Com a proximidade das eleições, a discussão sobre a manutenção ou revogação da 'taxa das blusinhas' ganha força entre os integrantes do governo  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 18/04/2026, às 17h05



Em tom ensaboado, o presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), evitou dar detalhes sobre a possível revogação da taxação de compras internacionais de até US$ 50 neste sábado (18). Conhecida como "taxa das blusinhas", a medida foi aprovada pelo Congresso em junho de 2024.

O detalhe é que, antes da decisão, essas encomendas eram isentas de imposto. Alas do governo defendem derrubar o imposto neste ano. A pressão interna ocorre principalmente por causa da impopularidade da medida em um período eleitoral. A "taxa das blusinhas" cobra 20% de imposto sobre importações de pequeno valor.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou a medida após a aprovação dos parlamentares. Durante visita à uma concessionária de veículos em Valparaíso de Goiás, o presidente afirmou que decisão sobre taxa coube ao Congresso Nacional.

"Não há ainda uma decisão sobre isso, nós já nos pronunciamos, vamos aguardar", declarou Alckimin

Vale lembrar que o gestor defendeu o imposto na última quinta-feira (16), durante entrevista no Palácio do Planalto, ao afirmar que a cobrança dá competitividade à indústria brasileira e ajuda a gerar empregos.

Debate sobre possível revogação

Com a proximidade das eleições, o tema voltou ao centro das discussões em Brasília. Integrantes da ala política do governo passaram a considerar a possibilidade de rever a medida. Nesse contexto, há divergências internas sobre a manutenção ou não do imposto, com diferentes áreas do governo adotando posições distintas.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que vê com bons olhos a revogação, caso seja consultado. Em contrapartida, os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio defendem a permanência da cobrança.

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