Política
por Héber Araújo
Publicado em 20/10/2026, às 16h10
A coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, defendeu uma nova proposta para a administração pública de um possível governo do Senador. De acordo com a ideia, ocorreria a substituição gradual de servidores do funcionalismo público por inteligência artificial, como forma de repor as vagas ao invés da necessidade de novos concursos públicos.
A proposta foi apresentada durante a participação dela no podcast G4, transmitido em 30 de setembro, mas as declarações voltaram a repercutir na última segunda-feira (19), após participação no programa Pânico da Jovem Pan, quando justificou a proposta. De acordo com sua justificativa, a economista afirmou que a “roubalheira” será substituída pela tecnologia.
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Dessa forma, as vagas que foram deixadas abertas após trabalhadores deixarem o cargo podem ser transferidas para sistemas automatizados, ocorrendo a redução do números de servidores ao longo dos anos. Daniella, no entanto, não apresentou uma estimativa de quantos cargos podem ser reduzidos e substituídos pelas Inteligências Artificiais e quais carreiras seriam afetadas.
Em defesa da proposta apresentada pela economista, a equipe de campanha e apoiadores defenderam que a medida traria maior eficiência e fortalecimento das carreiras consideradas essenciais. Dessa forma, ocorreriam a melhor remuneração dos servidores em funções consideradas essenciais.
Daniella já havia defendido a redução de cargos públicos em outra entrevista à Jovem Pan, em agosto deste ano, quando, durante declaração, questionou quantas cadeiras administrativas poderiam ser substituídas por tecnologia nos próximos cinco ou dez anos. Para ela, essa redução é uma forma de reduzir custos da máquina pública.
A proposta da economista não passou despercebida e, em 9 de outubro, o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) publicou um texto sobre os riscos dessa substituição. Daniella, por sua vez, chegou a afirmar que a proposta estaria sendo distorcida.
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Na segunda-feira (19), Daniella voltou a repercutir após afirmar que o Bolsa Família terá período de dois anos de transição, caso Flávio seja eleito. Segundo ela, o benefício social seria suspenso após 24 meses de que o beneficiário conseguisse um emprego.
"Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade", afirmou a coordenadora em entrevista à CBN Bahia.
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