Política

"Fizeram de novo": Nikolas Ferreira acusa governo Lula de 'distrair o povo' para taxar o Pix

Mário Agra/Câmara dos Deputados
Em vídeo, Nikolas Ferreira destaca riscos para autônomos e trabalhadores informais com nova normativa da Receita Federal sobre o Pix.  |   Bnews - Divulgação Mário Agra/Câmara dos Deputados
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 14/01/2026, às 16h10 - Atualizado às 16h11



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) usou as redes sociais na noite da última terça-feira (13), para postar um vídeo em que volta a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por querer implementar um modelo para fiscalizar as movimentações financeiras feitas pelo Pix

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Na gravação, o bolsonarista lembra de um vídeo que ele postou no ano passado sobre o Pix, que teve grande repercussão nas redes sociais e levando a equipe econômica do governo federal a recuar da normativa que aumentava a fiscalização sobre transferências acima de R$ 5.000 do Pix de pessoas físicas.

Ainda no vídeo desta terça-feira (13), Nikolas associa uma instrução normativa publicada pela Receita Federal em agosto do ano passado à possibilidade de trabalhadores informais e autônomos serem penalizados por movimentações financeiras que não coincidam com os valores declarados no Imposto de Renda.

"Você que é feirante, manicure, motoboy, ambulante e autônomo, se você movimentar mais de R$ 5 mil por mês pelo Pix e isso não bater com o que você declarou no Imposto de Renda, a Receita vai saber. E você pode cair na malha fina, ser chamado, ter que explicar e pagar imposto que você nunca imaginou pagar. E não porque você virou criminoso, mas porque o Estado passou a olhar para o seu Pix como se fosse um dinheiro suspeito", diz Nikolas.

Em outro momento da gravação, o parlamentar afirma que a medida pode tirar a liberdade dos brasileiros. 

"Quando milhões de brasileiros reagiram, eles recuaram. Agora, com o povo distraído, fizeram de novo. A liberdade não acaba de uma vez, ela vai sendo tirada aos poucos por portaria, instrução normativa, 'ajuste técnico'. Até o dia que o governo souber mais do seu dinheiro do que você mesmo, e aí pode ser tarde demais", afirma o deputado.

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