Política

Flávio Bolsonaro associa PT ao PCC após prisão de vereador: "Coisa boa não é"

Pedro França/ Agência Senado
O senador também sugeriu que Lula protege narcoterroristas em suas ações  |   Bnews - Divulgação Pedro França/ Agência Senado
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 27/06/2026, às 17h07 - Atualizado às 17h08



O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais neste sábado (27) para associar o PT ao Primeiro Comando da Capital (PCC) depois da prisão temporária do vereador de São Paulo Senival Moura (PT), investigado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

"O que é o que é? 300 milhões mais um amigo do Lula mais o PCC? Coisa boa não é", afirmou o senador no início da publicação. 

Em seguida, o senador voltou também a defender que o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Segundo ele, essa foi uma pauta levada por seu governo a autoridades norte-americanas.

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Ao final do vídeo, o senador intensificou as críticas ao governo federal ao afirmar que, enquanto defendia o enquadramento das facções como grupos terroristas, o presidente Lula estaria "protegendo esses narcoterroristas". A publicação foi encerrada com a frase: "Faz o L de lavanderia do PCC".

O caso 

O  Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Última Parada, na última quinta-feira (25). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio da empresa de ônibus Transunião. Senival Moura é investigado por suspeita de participação no esquema e teve a prisão temporária decretada no âmbito da operação.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em 13 municípios dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em bens dos investigados.

Até o momento, não há condenação dos investigados. O caso segue em fase de investigação pelas autoridades competentes.

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