Política

Flávio Bolsonaro relativiza chantagem de Trump e leva invertida inesperada de colunistas da Globo

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Jornalistas da GloboNews confrontam Flávio Bolsonaro sobre a aceitação da interferência de Trump nas questões internas do Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução / GloboNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2025, às 20h49



O senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizou um bate-boca com jornalistas da GloboNews durante sua participação no programa GloboNews Mais nesta sexta-feira (11). O tema da discussão foi a taxação de 50% imposta pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros para pressionar o Brasil a aprovar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado sobre a postura do Brasil diante da medida de Trump, Flávio afirmou estar preocupado com a capacidade do país de negociar. “O Brasil, no fim das contas, não vai ter condições de negociar. É o que o Otávio estava me perguntando. Essa é a minha preocupação”, disse o senador.

A declaração provocou reação do comentarista Gerson Camarotti. “Mas aí o senhor está justificando, senador, uma interferência de um outro país, num poder aqui do país com retaliação...”, criticou.

Flávio rebateu: “Eu não estou justificando, eu estou encarando a realidade, Camarote. A realidade hoje é a seguinte: o Brasil vai sentar como para negociar com alguém que está disposto a fazer qualquer coisa e que não tem preocupação de sanções por parte do Brasil, porque não vai afetar o país dele. Hoje, nós estamos vivendo o dia do luto. Tomamos um remédio muito forte, contra a nossa vontade, mas daqui a algum tempo esse efeito vai passar.”

A jornalista Julia Duailibi também confrontou o filho de Bolsonaro: “Então vocês estão aceitando o Brasil se sucumbir à ameaça que Trump está fazendo ao país. No final do dia, o discurso dos senhores é: 'ok o Brasil aceitar a chantagem', 'ok aceitar a interferência no Judiciário', 'ok o Brasil perder emprego'... É a defesa de um grupo político em troca do interesse maior do Brasil.”

Flávio, então, comparou a situação a um contrato de adesão. “Você sabe o que é um contrato de adesão? Ou você assina, ou vai falar no orelhão. E, mais uma vez, não é o que eu torço, não é o que eu defendo, não estou justificando. Eu estou falando como é que vai ser a realidade.”

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