Política

Flávio Dino diz que ex-assessora estaria “supostamente atuando sob ordens" de Arthur Lira; entenda

Foto: Gustavo Moreno/STF
Flávio Dino afirmou que a ex-assossora fazia parte de uma organização estruturada para desviar emendas  |   Bnews - Divulgação Foto: Gustavo Moreno/STF
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 12/12/2025, às 14h39 - Atualizado às 14h41



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, estaria “supostamente atuando sob ordens diretas” do parlamentar, que é ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Até o momento o deputado não foi citado como um investigado na Operação Transparência, que investiga desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

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Segundo declaração do magistrado, que autorizou a operação da Polícia Federal contra a ex-assessora, Mariângela “exercia controle” de desvios de emendas parlamentares, decorrentes do orçamento secreto. Dino chegou a dizer que ela fazia parte de uma estrutura organizada que agia para desviar os recursos públicos.

“Tais circunstâncias evidenciam fortes indícios de que a Representada integra uma estrutura organizada voltada ao indevido direcionamento de emendas parlamentares, supostamente atuando sob ordens diretas da antiga Presidência da Câmara dos Deputados, exercida pelo Deputado Arthur Lira, fato que ainda está em apuração”, escreveu o ministro.

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O inquérito contou com o depoimento de seis parlamentares, dentre os quais estava o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que relatou que Lira fazia pressões políticas para que emendas fossem redirecionadas. Segundo Dino, as emendas eram redirecionadas para beneficiar o estado de Alagoas.

Em depoimento, o deputado psolista chegou a afirmar que houveram repasses atípicos para municípios de Alagoas, especialmente para a cidade de Rio Largo, governador por um apoiador de Lira. Segundo relato de Braga, obtido pela CNN, a cidade recebeu valores muito acima do padrão.

Já o deputado baiano José Rocha (União Brasil) afirmou que recebeu a ex-assessora, ao assumir uma comissão da Câmara, onde ela lhe entregou uma planilha com repasse que somava R$1 bilhão. Segundo ele, os beneficiários e autores não estavam claros, e que chegou a insistir em bater as informações, mãos não foi respondido.

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