Política

"Foi feito um acordo e depois derrubado unilateralmente", diz Jaques Wagner sobre IOF

Devid Santana | BNews
Jaques Wagner destacou ainda que, em reunião, i decreto foi alterado e abrandado e que todos saíram felizes com a nova versão  |   Bnews - Divulgação Devid Santana | BNews

Publicado em 28/06/2025, às 05h00   Héber Araújo



O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, nesta sexta-feira (27), que apesar das lideranças do governo federal e dos presidentes do Congresso Nacional terem firmado acordo, semanas antes, sobre a aprovação do IOF, não houve “estranheza”, com a não aprovação do decreto. Segundo o ex-governador, nessa reunião estavam presentes equipes no Ministérios da Fazenda, além de senadores e deputados da base.

“Então haviam lá sete mais ou menos senadores, nove deputados e saiu todo mundo exultante com o resultado da reunião. Na semana seguinte, depois de todo mundo dar uma entrevista, derrubaram. Não me pergunte por quê, porque eu não sei. Só quem pode saber quem derrubou”, disse.

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O senador disse que, ainda na reunião, A proposta do aumento do IOF foi abrandada, com outros itens mais importantes visando o equilíbrio fiscal.

De acordo com ele, essa quebra de acordo é ruim não só para o governo federal, mas para a toda formação da casa, que vive a base de acordos. “Como eu disse na minha fala, a Casa vive de acordo. Foi feito um acordo e depois derrubado o acordo unilateralmente Então, eu acho ruim, mas vamos tocar a vida”, afirmou.

“Eles tomaram uma posição, construíram um outro roteiro e fizeram, bom, o resto vocês conhecem, o PDL. Então, é óbvio que quando você negocia tem a expectativa de cumprimento do acordo, quando isso não acontece, óbvio que é constrangedor”, completou.

Pode judicializar?

Questionado sobre a possibilidade de judicializar a derrubada do IOF, o senador afirmou que Lula ainda não decidiu ainda e que ele se reunirá com a equipe para decidir os próximos passos. Wagner ainda refutou as informações que apontavam que Lula já tinha decidido buscar na justiça a aprovação do decreto do IOF.

“Não é verdade. Agora, acho muito difícil que ele tenha tomado essa decisão, com a convocação que ele fez”.

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