Política
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde julho e aguardando decisão sobre possível extradição, já gerou um custo de R$ 521 mil à Câmara dos Deputados desde que deixou o Brasil em junho. O valor corresponde ao pagamento de salários de sua equipe parlamentar entre junho e outubro, segundo registros oficiais.
Mesmo fora do país, Zambelli mantém 12 funcionários ativos em seu gabinete. Em outubro, a verba de gabinete quase atingiu o teto mensal de R$ 133,1 mil, com gasto de R$ 132,8 mil. Cada deputado pode contratar até 25 secretários parlamentares, com salários que variam de R$ 1,5 mil a R$ 9,3 mil, podendo dobrar em casos de gratificação.
A parlamentar segue considerada “em exercício do mandato”, o que garante a manutenção da estrutura custeada por recursos públicos. De acordo com sua assessoria, o gabinete continua atuando normalmente, acompanhando emendas, projetos de lei e representações políticas no estado de São Paulo.
Apesar disso, Zambelli teve bloqueados o salário de R$ 46,3 mil mensais e o acesso à verba de gabinete por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após condenações definitivas no Supremo Tribunal Federal (STF) que somam mais de 15 anos de prisão. Desde o início do ano, os gastos com pessoal ligados ao mandato já ultrapassam R$ 1,1 milhão.
O processo de cassação da deputada não avançou na Câmara. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitou a perda de mandato, decisão que agora é usada pela defesa na Itália como argumento contra a extradição. Nesta quinta-feira, a Corte de Apelação de Roma adiou para 18 de dezembro a análise do pedido, após solicitação do advogado Angelo Alessandro Sammarco para inclusão de novos documentos.
Zambelli deixou o Brasil em 3 de junho alegando “tratamento médico”. Pouco depois, teve prisão preventiva decretada pelo STF a pedido da Procuradoria-Geral da República. Foi detida em julho na Itália, onde permanece.
As condenações que pesam contra a deputada já transitaram em julgado, ou seja, não cabem mais recursos. Entre os crimes estão a contratação de um hacker para inserir um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes no sistema da Justiça e o episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo, na véspera da eleição de 2022.
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