Política
Em um cenário em que os nomes no páreo pela vaga de vice-governador crescem cada vez mais, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, defendeu a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa majoritária ao Governo do Estado.
De acordo com Geddel, até o momento não houve qualquer sinalização do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) deixe a vice-governadoria.
Em entrevista ao BNews, o ex-ministro ressaltou ainda a lealdade da legenda ao Partido dos Trabalhadores (PT) ao relembrar o cenário eleitoral de 2022, classificado por ele como um “momento de dificuldade”.
“O governador não tratou esse assunto com o partido, com o presidente do partido ou com as direções partidárias. O PT não tratou desse assunto com ninguém do partido. E esse é um tema que, na minha avaliação, deve ser tratado institucionalmente”, afirmou.
Ao destacar a aliança firmada em 2022, Geddel reforçou o papel desempenhado pelo MDB no processo eleitoral.
“Nós ajudamos a vencer a eleição em 2022. Fizemos aliança com o PT em um momento de dificuldade. Fomos chamados a participar quando o quadro eleitoral ainda era indefinido e o candidato não estava solidificado. Fomos juntos, e Geraldo teve um papel fundamental. De lá para cá, Geraldo e o MDB têm sido extremamente leais, corretos e parceiros, tanto nas eleições quanto na defesa do governo. Portanto, a expectativa do partido é que a mesma aliança de 2022 seja mantida”, acrescentou.
Até o momento, nomes como o da secretária de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Larissa Moraes, e do deputado federal Diego Coronel passaram a ser cotados para substituir Geraldo Júnior na eleição de 2026. Para Geddel, no entanto, essas movimentações não passam de “especulações”.
O ex-ministro destacou que tanto a secretária quanto o deputado são nomes “respeitabilíssimos”, mas ponderou que não cabe ao MDB tratar de “um problema que é de outro partido”.
“O MDB tem o vice-governador da Bahia eleito. O partido postula permanecer na chapa nessa posição porque entende que isso é legítimo, justo e correto. O MDB é um partido importante na Bahia e no Brasil, e o governador sabe disso. Quando o governador quiser, ele se manifestará, chamará o MDB institucionalmente e se posicionará. A partir daí, o MDB também se colocará. Fora disso, é tudo especulação, é tudo ‘e se’. Na hora em que soubermos qual é o pensamento do governador, aí sim o MDB estará livre para se manifestar”, destacou.
Alianças de pé?
O nome de Diego Coronel para a vaga de vice-governador surge diante dos impasses envolvendo a permanência do senador Angelo Coronel na chapa ao Senado. A possível entrada do herdeiro político do senador seria uma estratégia para apaziguar os ânimos na base de aliados do governador Jerônimo Rodrigues.
Questionado sobre as articulações para 2026, Otto Alencar (PSD) afirmou que “já falou tudo o que tinha para falar” sobre a chapa majoritária. O presidente do PSD na Bahia declarou, em nota ao BNews, que, de agora em diante, irá trabalhar para fortalecer a sigla e seus candidatos nas eleições.
“Sobre a sucessão e a chapa majoritária de 2026, eu já falei tudo o que tinha que falar. De agora em diante, vou trabalhar para fortalecer o PSD e os nossos candidatos que vão disputar as eleições”, cravou.
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