Política

Gilmar Mendes aciona Moraes e pede investigação contra Zema após vídeo polêmico; saiba detalhes

Rosinei Coutinho/STF
Zema é acusado de usar deep fake em vídeo que ataca a honra do STF e seus ministros, segundo Gilmar Mendes.  |   Bnews - Divulgação Rosinei Coutinho/STF
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 20/04/2026, às 14h09 - Atualizado às 14h09



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes encaminhou ao colega de Corte Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso. A informação da coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo.

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De acordo com a publicação, Moraes encaminhou a notícia à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o caso.

Gilmar Mendes decidiu encaminhar a notícia-crime contra Zema após o ex-governador de Minas Gerais Zema divulgar, no mês passado, um vídeo nas redes sociais em que um boneco aparece imitando o decano do STF com outro que representa o ministro Dias Toffoli.

Na publicação, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado, que atende ao pedido. Em troca, pede "só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana", uma referência ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na notícia-crime, Gilmar Mendes diz que Zema "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".

"Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de 'deep fake', o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal", afirma o magistrado.

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