Política
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, descartou que a crise envolvendo o Banco Master seja da Corte. Para o magistrado, o peso maior do escândalo está com Faria Lima, principal centro financeiro e de negócios do Brasil, localizado em São Paulo.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Gilmar Mendes diz não querer “isentar de responsabilidade quem tem”
“Houve certa habilidade em transferir para o tribunal a responsabilidade por fatos que são graves e que revelam uma crise sistêmica. [...] A crise do Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima. Quem vendeu títulos foram os bancos. Não quero isentar de responsabilidade quem tem, mas me parece que você coloca o tribunal num corredor polonês; depois a Folha faz pesquisa e revela uma frustração”, disse o ministro.
Gilmar Mendes comentou ainda sobre o “Gilmarpalooza”, 14ª edição do Fórum de Lisboa, que foi financiado pelo Banco Master.
Diante das polêmicas envolvendo a participação financeira do banqueiro no evento, o magistrado afirmou “não ter controle sobre isso” e descartou que autoridades tenham repensado a ida ao Fórum.
“Estamos fazendo um dos maiores eventos que já fizemos, com mais de 470 palestrantes e disputas por lugar. Talvez pessoas que não queiram ir ao fórum e queiram ser simpáticas à ideologia da Folha estejam ecoando isso, mas não percebemos isso, felizmente”, afirmou.
Ele comentou ainda sobre a participação de Vorcaro e de outras autoridades investigadas em eventos paralelos interligados ao Judiciário brasileiro.
“Não temos nenhum controle sobre isso. Teríamos que demandar às autoridades portuguesas que não dessem visto para as pessoas? São personagens que se aproveitam do ensejo para ir ao El Corte Inglés ou fazer festa no rooftop do Tivoli. Não nos diz respeito”, disse.
Classificação Indicativa: Livre
Lançamento com desconto
Congresso Internacional
cinema em casa
som poderoso
Imperdível