Política

Glauber Braga acusa Arthur Lira de estar por detrás de pedido de cassação: "Não é uma dúvida, é uma convicção"

Agência Câmara
A negociação entre Glauber Braga e Hugo Motta marca uma nova fase na Câmara, com promessas de diálogo e respeito.  |   Bnews - Divulgação Agência Câmara

Publicado em 22/04/2025, às 10h29 - Atualizado às 10h29   Cadastrado por Daniel Serrano



O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) elogiou a postura do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na negociação para colocar um ponto final na greve de fome que fazia há oito dias.

A decisão do psolista foi tomada depois que o Conselho de Ética recomendou a cassação do seu mandato devido à agressão a um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre). Na última  quinta-feira (17), Glauber encerrou o protesto após Motta assegurar uma pausa de 60 dias na tramitação do processo.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Glauber, além dos elogios a Motta, voltou a acusar o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), de estar por trás do pedido de cassação do seu mandato. 

"Ele [Lira] disse no plenário que ficaria muito feliz quando eu não mais ali estivesse. Depois ele dá uma entrevista e, quando o apresentador questiona os casos de violência por parte da extrema direita, ele fala: 'Não é só da direita não, é da esquerda também'", disse Glauber.

"Pergunte a deputados das mais variadas correntes ideológicas. Eles vão dizer o seguinte: 'Não, o Glauber também é arestoso, briga com os deputados'. Mas quando você pergunta: 'Mas isso seria motivo de cassação de mandato?' Todos eles vão dizer: 'Não, não seria'. Todos vão te dizer que se trata do Arthur Lira. Para mim isso não é uma dúvida, é uma convicção", emendou.

Glauber ainda elogiou Hugo Motta pela forma com que ele negociou o fim da greve de fome, que foi intermediada pelos deputados Sâmia Bomfim, esposa do parlamentar, e Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara. 

"O que eu posso dizer é que ele [Hugo Motta] cumpriu aquilo que foi pactuado com Sâmia e Lindbergh. Em determinado momento, ele também teve a preocupação de que eu não saísse da greve de fome. Na reta final, eu com Lindbergh e Sâmia na minha frente, pedi o telefone e falei: 'Presidente, eu não faria isso com Lindbergh e com Sâmia'", disse o psolista.

"O que eu tenho a dizer nesse exato momento, nesse episódio, é que ele deu a demonstração de que ele não é o Arthur Lira. Pode ter sido um candidato de continuidade, com os compromissos que tinham sido firmados com o Arthur Lira, mas a posição política que foi adotada por ele nesse episódio é diferente. Ele demonstrou que não é o Arthur Lira no comando da presidência da Câmara", emendou.

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