Política
Publicado em 15/05/2025, às 18h37 - Atualizado às 18h40 Heber Araújo e Carolina Papa
O deputado federal Glauber Braga (PSOL) promoveu um evento na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, em prol da manutenção do seu mandato na Câmara. Nesta quinta-feira (15), em entrevista ao BNews, o parlamentar apontou perseguição política do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), diante da aprovação da cassação do seu mandato pelo Conselho de Ética da Casa.
“Todo mundo dentro da Câmara sabe que a tentativa de cassação não é por conta da minha reação a um provocador do MBL, que me atacou por sete vezes e na quinta vez xingou minha mãe de tudo quanto é nome. As pessoas sabem que não é por causa disso. É por conta das denúncias que [o meu] mandato fez, principalmente, em relação ao ex-presidente da Câmara, Arthur Lira”, iniciou o psolista.
“O que eles estavam tentando fazer? Uma cassação sumária. [...] Para as pessoas não saberem o que estava acontecendo. Quando você amplifica essa denúncia, as pessoas passam a acompanhar e faz com que aquele que está tentando te caçar rapidamente se sinta menos à vontade para fazê-lo”, pontuou.
Glauber Braga revelou que a greve de fome que durou nove dias, feita por ele após a decisão do Conselho de Ética, foi para “dar luz” ao caso. O deputado informa que não “ficará calado” mesmo que o “inimigo tenha muito poder e grana”.
“A greve de fome foi para aparecer. Era para aparecer, para amplificar a denúncia, para as pessoas saberem o que estava acontecendo. Quanto mais amplificado o tema, maior a dificuldade que eles têm no cometimento da injustiça. [...] Eu não vou ficar calado, não vou ficar quieto, não vou beijar a mão de Arthur Lira. [...] O nosso inimigo tem muito poder e muita grana. O que eu tenho? Eu tenho a minha voz e a solidariedade das pessoas. E é nisso que eu vou acreditar para virar esse jogo”, finalizou.
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