Política
por Anderson Ramos
Publicado em 11/12/2025, às 13h56
A salvação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) só foi possível graças a uma articulação inesperada patrocinada por Pedro Paulo (PSD-RJ), que passa pelas eleições de 2026.
De acordo com a jornalista do Uol, Daniela Lima, a articulação passa por um projeto de longo prazo, que está ligado ao apoio da esquerda à candidatura de seu maior aliado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao governo do estado em 2026.
Braga só conseguiu escapar da degola do mandato e da inelegibilidade com os votos de partidos de centro, mais pesadamente o PSD e o MDB, ao qual Paes foi filiado por muitos anos.
Paulo foi responsável pela tese que impediu a cassação de Braga. Ele propôs que ao invés da cassação e consequente inelegibilidade por oito anos, a Casa optasse por suspender seu mandato por seis meses.
Ele assumiu a defesa do psolista internamente no PSD, sem orientação da cúpula, por discordar de quem defendia a cassação. Ele convenceu a bancada e depois apresentou a tese em plenário, que acabou prevalecendo. O PSD deu 28 votos pela suspensão —mantendo o mandato e a elegibilidade de Braga. A decisão surpreendeu os deputados que consideravam a cassação praticamente certa.
Para o Uol, Paulo Braga afirmou que a iniciativa tinha sido única e exclusiva dele, mas não respondeu o que o motivou a tomar a atitude.
A ex-senadora Heloísa Helena (Rede-RJ) é a suplente que ocupará a cadeira de Braga durante os seis meses que o psolista estará fora da Câmara.
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