Política
Publicado em 01/11/2024, às 00h02 Cadastrada por Letícia Rastelly
O Governo Federal está propondo uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para lidar com a questão da segurança pública no pais, mas isso não agrada o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que disse que vai trabalhar barrar a PEC. O governador é contra a unificação pois parte da “premissa errada” ao se comparar ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), como foi feito na apresentação do Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
“Lógico que eu vou atuar para barrar [a PEC]. Eu peguei um estado endividado. Vocês só viam Goiás nas páginas policiais; era somente escândalo. Hoje, não veem mais. É um estado onde temos cada vez mais empresas e famílias migrando pela segurança pública. Era um ponto que foquei, porque sabia que, se eu resgatasse a segurança pública, a economia do estado ia ‘bombar’, como está acontecendo”, disse Caiado durante a reunião proposta pelo presidente Luíz Inácio lula da Silva (PT) para debater a PEC com os governadores.
Caiado fala em uma intervenção indevida por parte da União. “O SUS não pode ser confundido com a segurança pública. Trato a pneumonia, câncer, fratura exposta em qualquer estado. Segurança pública tem suas particularidades (...) Esse engessamento não vai dar certo. Para entrarmos no Rio de Janeiro, precisa da inteligência da polícia militar do Claudio Castro para entrar na favela, se não, eu não vou chegar lá (...) Estão apenas desenhando um critério que ele (Governo Federal) imagina para dar mais um passo para intervir na independência das policias dos estados e nas gestões das penitenciárias”, analisou o governador.
Vale lembrar que após o posicionamento de Caiado, o presidente Lula chegou a ironizar a perspectiva do governador, dizendo, entre outras coisas, que teve “o prazer de conhecer o único estado que não tem problema de segurança, que é o estado de Goiás”. O mandatário ainda disse que Lewandowski deveria se reunir com Caiado para fazer um levantamento das soluções, porque poderia ser um exemplo aos governadores: “Era o Caiado que deveria ter chamado a reunião para orientar como se comporta para acabar com o problema de segurança em cada estado”, finalizou Lula.
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