Política

Governador do Rio de Janeiro critica Itamaraty por pedir desculpas a diplomatas após ação da PM

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O governador do RJ criticou o pedido de desculpas aos embaixadores  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 10/07/2024, às 11h46   Rebeca Silva



O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criticou na última terça-feira (9) o pedido de desculpas do  Itamaraty após três jovens negros, filhos de diplomatas, serem abordados pela Polícia Militar no Rio de Janeiro. Os familiares dos jovens consideraram a abordagem racista.

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“Eles (Itamaraty) preferiram emitir uma nota pública antes de saber o que realmente aconteceu. Acho que precisamos ter cuidado com isso, porque é muito fácil atacar a polícia sem conhecer os fatos”, disse o governador.

“Espero mais respeito e consideração do Itamaraty pela Polícia Militar. Quando os filhos deles estão aqui, é a polícia que vai defendê-los”, declarou Castro.

Na sexta-feira (5), o Itamaraty fez um pedido formal de desculpas aos embaixadores do Gabão e de Burkina Faso pela abordagem policial contra os adolescentes no Rio de Janeiro.

Dois dos garotos abordados, que tiveram armas apontadas contra si, são filhos dos chefes das missões diplomáticas. O terceiro jovem é filho de um diplomata da embaixada do Canadá e o quarto é neto do jornalista Ricardo Noblat. Os filhos dos diplomatas estrangeiros são negros.

As declarações do governador foram feitas durante um evento no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) sobre o 190 da Polícia Militar.

“Precisamos entender a complexidade do trabalho policial. Naquela região, os moradores reclamam principalmente dos assaltos cometidos por jovens. Os policiais estão ali exatamente para procurar situações de jovens praticando delitos”, afirmou o governador.

“Muito se falou sobre a questão do racismo, mas havia jovens negros e brancos. Se houve algum erro, a corregedoria está investigando. É muito difícil para o policial saber se alguém é filho de um diplomata ou se está cometendo um delito. Crucificar o policial é o mais fácil. Se houve erro, vamos corrigir, mas precisamos entender a complexidade da região”, disse Castro.

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