Política

Governo Lula admite "derrota" após escândalo do INSS; entenda

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Ministro Carlos Lupi pediu demissão do Governo Lula após operação contra corrupção no INSS  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 09/05/2025, às 16h13



No Palácio do Planalto, a percepção é clara: o governo Lula está perdendo a guerra de narrativas em torno do escândalo envolvendo descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, o episódio, que começou como uma pauta positiva de enfrentamento a irregularidades que vinham desde o Governo Bolsonaro, rapidamente se transformou em combustível para a oposição. 

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Na tentativa de conter os danos, o INSS anunciou nesta sexta-feira (9) a devolução de R$ 292,6 milhões a aposentados e pensionistas. O montante corresponde às mensalidades de associações e sindicatos descontadas no mês de abril, antes da entrada em vigor do bloqueio determinado pela autarquia. A devolução será feita entre os dias 26 de maio e 6 de junho.

Além disso, o INSS promete notificar, a partir da próxima terça-feira (13), cerca de 9 milhões de beneficiários que sofreram descontos nos últimos anos. A medida faz parte da estratégia para demonstrar que o governo está agindo para corrigir distorções.

Ainda segundo a coluna, o desgaste interno atinge em cheio o chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, que está sendo "fritado em fogo alto" nos bastidores do governo. “É o último que sobrou para culpar no escândalo do INSS”, afirma um auxiliar de Lula, apontando para o isolamento do ministro diante das críticas à condução das investigações e da comunicação do caso.

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Tags INSS Lula cgu

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