Política

Governo Lula elabora estratégia contra tarifas de 50% dos EUA para socorrer setores afetados

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Ministro Fernando Haddad anuncia plano para setores impactados por tarifas dos EUA  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 24/07/2025, às 09h01



Um plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pela imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as áreas técnicas da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores já concluíram o desenho do plano, no entanto, ele não o detalhou.

A área técnica dos três ministérios envolvidos [Fazenda, Indústria e Relações Exteriores] vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente [Lula]”, afirmou. 

Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Casa Civil, Rui Costa, ainda irão avaliar as medidas antes de serem enviadas para a decisão final de Lula. Ainda segundo Haddad, a prioridade do governo continua sendo negociar com os Estados Unidos. No entanto, a Casa Branca estaria interditando qualquer debate.

Nós [do Ministério da Fazenda] estamos falando com a equipe técnica da Secretaria do Tesouro [estadunidense], mas não com o secretário Scott Bessent. A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, o Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca, daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento [dos Estados Unidos]”, justificou.

“Houve boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo, mas para haver acordo precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós, mas o Brasil nunca saiu da mesa de negociação”, acrescentou.

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