Política

Rui Costa prepara contra ataque a taxações de Donald Trump: "O Brasil não ficará de cabeça baixa"

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Ministro afirmou que as sanções não serão apenas taxas e criticou a forma como foram anunciadas as imposições  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews
Bernardo Rego e Héber Araújo

por Bernardo Rego e Héber Araújo

Publicado em 13/07/2025, às 15h02



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, neste domingo (13), que irá se reunir com o vice-presidente e ministro da Industria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), onde definirão a aplicação da Lei de Reciprocidade Orçamentária e outras sanções contra o tarifaço de 50%. A reunião terá ainda representantes dos ministérios da Fazenda e das Relações Institucionais.

Nós vamos trabalhar essa semana, vamos ter reunião com o ministro Alckmin, e ao longo da semana nós vamos fazer o decreto de regulamentação da reciprocidade e vamos analisar as medidas e preparar as medidas até o dia 1º de agosto. Se essa tarifa for efetivada de fato, nós adotaremos várias medidas para proteger o interesse da economia brasileira, do emprego e da atividade econômica”, declarou.

O ministro apontou ainda que a aplicação da Lei da Reciprocidade não será aplicada sozinha. Junto a ela, serão apresentadas outras sanções, que vão para além das taxas. “Nós já começamos a discutir e, até o final do mês, nós vamos deixar tudo pronto para, caso essa medida seja confirmada, a gente possa agir”, comentou o ministro.

“O Brasil não ficará de cabeça baixa, não ficará refém. E o que me entristece é ver brasileiros eleitos pelo povo, trair o seu povo e defender outra nação, outro país”, destacou.

Críticas a taxação

De acordo com o ministro, o governo Lula não acreditou na informação do aumento da taxação, principalmente por que o anuncio oficial foi feito através das redes sociais de Donald Trump. “Todo mundo achava que um hacker tinha invadido a conta do presidente da república, porque isso nunca aconteceu na história da diplomacia internacional”, disse.

“Nem enviou por e-mail, nem por fax, e a carta até hoje não chegou, nem fisicamente. Ou seja, a chantagem é ou você liberta alguém que está respondendo um processo criminal, ou nós vamos penalizar a população, penalizar os empresários e penalizar a economia brasileira”, completou.

Segundo ele, o comportamento do presidente dos Estados Unidos é algo “inaceitável”.

O povo brasileiro vai direito a dizer em alto que o Brasil é independente de todo e qualquer coisa. País e o Brasil presa por sua soberania", concluiu.

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