Política

Governo Lula monta ofensiva para neutralizar Bolsonaro e evitar que Tarcísio herde capital político

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Integrantes do governo Lula tentam controlar a narrativa em torno de Bolsonaro para evitar que ele se fortaleça politicamente.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 20/07/2025, às 13h51 - Atualizado às 13h51



Articuladores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiram uma estratégia para depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a usar tornozeleira eletrônica. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, auxiliares do petista tentam evitar que Bolsonaro emplaque um discurso de vitimização e impedir que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), consiga herdar o capital político do ex-presidente. 

O entendimento de membros do governo Lula é de que a operação da Polícia Federal realizada na sexta-feira (18) abalou o futuro político de Bolsonaro. Além da tornozeleira, o Supremo Tribunal Federal impôs outras medidas cautelares contra o ex-presidente, como a proibição de usar redes sociais.

Agora, integrantes do governo tentam não deixar Tarcísio se descolar dos recentes fatos contra Bolsonaro, além de evitar que a comoção pró-Bolsonaro cresça junto à opinião pública para evitar que o ex-presidente consiga sensibilizar eleitores do centro, que poderão ser decisivos na próxima eleição.

Para desgastar Bolsonaro, uma das ideias é usar o fato de a polícia ter encontrado  US$ 14 mil na casa do ex-presidente para dizer que ele planejava fugir para os Estados Unidos.

Já Tarcísio, uma das estratégias pode ser adotada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Ainda na sexta-feira (18),  ela rebateu a fala do governador de São Paulo ligando-o ao tarifaço de Donald Trump contra o Brasil.

Ainda segundo a reportagem, membros do governo avaliam que o momento da operação contra Bolsonaro foi ruim para o Planalto por mudar o tema do debate público, que estava favorável a Lula, que vinha se beneficiando dos discursos sobre justiça tributária e soberania nacional.

Além de desgastar Tarcísio, integrantes do governo observam os próximos passos da família Bolsonaro e de Donald Trump. Há uma avaliação de que o presidente dos EUA ou o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retomarão o debate sobre soberania, apesar dos impactos à economia brasileira.

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