Política
As medidas restritivas impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Jair Bolsonaro na última sexta-feira (18) freou a estratégia do ex-presidente e de seu partido, o PL, para as eleições do ano que vem.
Bolsonaro e o PL programaram uma série de viagens pelo Brasil para fortalecer possíveis candidatos bolsonaristas ao Senado no pleito de 2026. No entanto, medidas como a proibição de sair de casa depois das 19h, obrigatoriedade dele de permanecer em casa nos finais de semana tem dificultado a saída do ex-presidente de Brasília, colocando a execução do plano em cheque.
As medidas impedem que Bolsonaro lidere as manifestações, que servem para a oposição mostrar força política. A ausência do ex-presidente no tradicional ato da direita no 7 de Setembro já é tida como certa.
Outro prejuízo para Bolsonaro e seu entorno é em relação à série de viagens que ele faria para estados do Nordeste para transferir seu capital político a candidatos ao Senado.
Para a eleição do ano que vem, Bolsonaro quer eleger 40 senadores, tendo ao menos um aliado por estado. As viagens seriam para agendas conjuntas, para fazer com que o eleitor tivesse certeza de quem seria o seu candidato. O foco seria o Nordeste, que historicamente prefere Lula e seus escolhidos.
Oito viagens para a região estavam programadas para acontecer até o final do ano. A única que foi iniciada foi para o Rio Grande do Norte, que precisou ser interrompida no primeiro dia porque Bolsonaro passou mal e precisou ser operado.
As medidas causaram transtornos ao ex-presidente logo no primeiro dia de vigência. Bolsonaro dava entrevista coletiva na garagem do prédio onde fica a sede do PL em Brasília, nesta sexta-feira (18). A fala precisou ser interrompida por conta do horário. Eram 17h20 e ele não podia estar na rua depois das 19h, senão a tornozeleira eletrônica apitaria e a polícia estava autorizada a levar Bolsonaro para a cadeia.
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