Política

Governo Lula prepara resposta a possíveis tarifas impostas por Trump

Ricardo Stuckert/Redes
Vice-presidente solicita levantamento sobre setores impactados por possíveis tarifas elevadas do presidente dos EUA, Donald Trump.  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/Redes

Publicado em 09/02/2025, às 09h12   Cadastrado por Daniel Serrano



O vice-presidente Geraldo Alckmin pediu que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior faça um mapeamento de quais seriam os setores que podem ser os mais impactados caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida aumentar as tarifas dos produtos brasileiros. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, o levantamento deve identificar os “efeitos colaterais” que uma reação poderia gerar para outras áreas de exportação e até mesmo para o mercado interno. Paralelamente, o governo federal pretende acelerar a busca de novos mercados como contraponto ao tarifaço global de Trump.

Apesar de o governo federal tratar do assunto com cautela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito publicamente que vai responder aos EUA caso Trump aumente as tarifas ao Brasil.

"É o mínimo de defesa, o governo merece utilizar a lei da reciprocidade. Você tem na organização mundial do comércio uma permissão para que possa taxar qualquer produto até 35%. Para nós, o que seria importante seria os EUA baixar a taxação e nós baixarmos a taxação. Mas se ele e qualquer país aumentar a taxação do Brasil, nós iremos taxá-los também. Isso é simples e muito democrático", disse Lula, em entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNewsFM BH, de Minas Gerais, concedida na última quarta-feira (5).

O relatório preparado pelo ministério deverá apresentar como o Brasil vai agir diante da alta das tarifas. Além disso, técnicos do governo avaliam ainda que o país também terá de traçar novas estratégias, usar o mercado interno para absorver produtos e ampliar as relações comerciais, políticas e diplomáticas com os países dos Brics, sobretudo China, Rússia e Índia.

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