Política
Publicado em 03/02/2025, às 09h22 Rebeca Santos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está planejando mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que inclui os benefícios de vale-alimentação e vale-refeição concedidos aos trabalhadores. A proposta está sendo elaborada pelo Ministério da Fazenda, gerando divergências entre representantes de supermercados e do setor de benefícios.
De um lado, as entidades que representam os estabelecimentos comerciais apoiam a reestruturação do programa. Do outro, as empresas de benefícios argumentam que a proposta não resolve o problema da inflação e pode ter um efeito contrário ao desejado pelo governo.
Em novembro, Lula se reuniu com representantes do setor de alimentos para discutir medidas que possam conter a inflação dos produtos da cesta básica. Durante o encontro, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) sugeriu uma reformulação do PAT, propondo que os recursos fossem depositados diretamente em uma conta da Caixa Econômica Federal. Essa mudança permitiria que o trabalhador gerenciasse o benefício sem a necessidade de intermediários.
De acordo com a Abras, essa medida poderia resultar em uma economia de R$ 10 bilhões por ano.
“As empresas que intermediam esses vouchers cobram taxas muito altas dos supermercados. Elas podem cobrar 15%, 10%, 6% em taxas. E não podemos fazer nada a respeito. Os contratos são abusivos. Os prazos para recebermos os pagamentos também são muito longos, chegando a 35 dias”, afirmou o presidente da Abras, João Galassi, em entrevista ao Metrópoles.
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