Política

Haddad acusa Tarcísio de rejeitar apoio federal para enfrentar facção

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O pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), acusou Tarcísio de Freitas de recusar apoio federal para enfrentar o CV  |   Bnews - Divulgação Band/Divulgação/Renato Pizzutto/
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 06/05/2026, às 17h42 - Atualizado às 18h02



O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por, segundo ele, rejeitar apoio do governo federal no enfrentamento ao crime organizado, em especial ao avanço do Comando Vermelho (CV) no estado.

Em declarações feitas nesta quarta-feira (6), no X, Haddad afirmou que o combate à criminalidade exige atuação conjunta entre diferentes esferas de poder e instituições. Para o petista, a recusa em aceitar cooperação federal compromete a eficácia das ações de segurança pública. “Sozinho não se faz nada. Ele precisa do apoio federal”, disse, ao se referir à atuação do governo paulista.

O ex-ministro da Fazenda também defendeu uma mudança estrutural no modelo de segurança pública no país. Segundo ele, caso seja eleito, pretende apoiar no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça a cooperação como regra entre órgãos federais e estaduais. A ideia inclui o compartilhamento sistemático de informações entre instituições como a Polícia Federal, os Ministérios Públicos e as polícias civis dos estados.

Haddad citou como exemplo de sucesso a chamada “operação Carbono Oculto”, considerada por especialistas uma das maiores ações de combate ao crime organizado no país. De acordo com ele, a iniciativa envolveu a atuação conjunta da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, com posterior participação da Polícia Federal. A operação teria contribuído para desarticular esquemas ligados a empresas como REAG, Master e Refit, evidenciando, segundo o pré-candidato, a importância da integração institucional.

“O combate ao crime passa por asfixiar financeiramente as organizações criminosas. E isso só é possível com cooperação entre órgãos estaduais e federais”, afirmou.

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