Política
“A partir de meados dos anos 1970 e 1980, houve uma redução muito grande das alíquotas de impostos cobrados dos super-ricos, praticamente em todo o mundo. Isso precisa ser repensado”. Essas foram as palavras do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que voltou a defender a elevação de impostos para os super-ricos.
Durante a 10ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics, realizada no Rio de Janeiro, Haddad afirmou que houve uma queda significativa nas alíquotas cobradas dessa parcela da população global desde os anos 1970, o que contribuiu para o aumento da desigualdade.
Na opinião do ministro, a concentração de renda no mundo chegou a níveis "inimagináveis", citando que 3 mil famílias detêm cerca de US$ 15 trilhões em um planeta com 8 bilhões de habitantes.
Haddad ainda comentou sobre o cenário fiscal global, marcado por restrições mesmo diante da possível queda das taxas de juros. Para ele, as finanças públicas continuam pressionadas, especialmente em países em desenvolvimento.
Ainda temos um quadro fiscal bastante preocupante, tanto no mundo desenvolvido quanto nos países devedores em moeda forte, como nações da África, da Ásia e da América do Sul", afirmou.
Antes do discurso, Haddad concedeu entrevista na qual elogiou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), como a suspensão dos decretos sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O magistrado também convocou uma audiência de conciliação entre o Executivo e o Congresso, marcada para o dia 15 de julho. Para o ministro, a medida busca definir os limites constitucionais de atuação de cada Poder.
A decisão do ministro Alexandre busca esse caminho de mostrar até que ponto cada Poder pode ir. Isso é ótimo para o país", avaliou Haddad, negando qualquer crise institucional no momento.
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