Política

Hamilton Assis dispara em mobilização de professores: ' Só vão voltar depois que Prefeitura apresentar proposta digna'

Devid Santana / BNews
Vereador Hamilton Assis destaca falta de resposta da Prefeitura e a necessidade de um calendário de pagamentos  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews

Publicado em 08/05/2025, às 11h53   Vagner Ferreira e Yuri Pastori



O professor e vereador Hamilton Assis (Psol) acusa a Prefeitura de Salvador de ter recusado o pagamento do piso salarial da categoria. Ele participou da mobilização realizada pelos professores, no bairro do Comércio, em frente a sede da Secretaria Municipal de Educação, após a Justiça considerar a greve ilegal e determinar o retorno das atividades da categoria na capital baiana. 

Em decisão liminar, o juiz Adriano Augusto Gomes Borges determinou, na última terça-feira (06), a suspensão imediata do movimento e o retorno dos servidores em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 15 mil.

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A prefeitura não só negou como ignorou, porque o pagamento do piso salarial é a principal reivindicação dos professores nessa campanha salarial. Primeiro, a prefeitura, se não tem condições de pagar, no mínimo, tinha que apresentar um calendário para que pudesse fazer esse desembolso, dizer assim: 'Olhe, nós vamos pagar de tantas vezes, nós temos um plano daqui até o final do ano ou que vai passar do ano seguinte, mas ela nem sequer se dignou apresentar isso. As perdas salariais em relação em torno do plano chega a 58%. E o prefeito ofereceu apenas 4% dividido de duas vezes, duas vezes 2% agora e mais 2% em outubro. Ou seja, não tinha como os professores aceitarem uma proposta dessa. E como a greve já estava anunciada há mais de 30 dias, aos professores aproveitar esse momento para rejeitar a proposta e ao mesmo tempo decretar a greve geral que já tinha sido anunciada e comunicada à prefeitura", afirmou.

O edil criticou a decisão da Justiça. "Olhe, a justiça é sempre muito controversa. Eu li o documento do juiz, é um documento muito genérico que pode servir para qualquer coisa, porque eu acho que antes dele ter decretado, a ilegalidade, ele deveria ter procurado a APLB, porque nós tínhamos documento comprovatório que atesta que nós entregamos a pauta de negociação em fevereiro e que de lá para cá o prefeito quase que não nos deu atenção, só dando uma resposta agora à véspera de quando já estava vencendo o prazo da greve. Ou seja, nós tentamos o tempo todo negociar, mas o juiz ignorou isso e não ouvi os professores. Portanto, nós vamos entrar com recurso. A APLB já está tomando essas providências e o professor só vai voltar para trabalhar depois que a prefeitura apresentar uma proposta que seja digna, que a gente possa voltar em assembleia e assim reconhecer o nosso direito, que é o pagamento do piso salarial dos professores", concluiu.

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