Política

Henrique Carballal dá detalhes sobre impacto do tarifaço no setor da mineração

Devid Santana | BNews
Henrique Carballal revelou que existe diálogo com outros países na busca de investidores no setor de minetação  |   Bnews - Divulgação Devid Santana | BNews


O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, deu detalhes sobre como o tarifaço imposto por Donald Trump impacta no setor de mineração. Segundo ele, a pretensão é fazer parcerias com investidores de outros países para pensar na construção de um polo de processamento de rochas na Bahia.

Henrique considera que o tarifaço foi uma decisão extravagente do presidente dos Estados Unidos. “Acho que no fundo é uma medida estapafúrdia, não só pela lógica do direito comercial internacional, mas também por conta da estratégia que a Bahia e o Brasil possuem nesse momento de transição energética com esses minerais estratégicos. E qualquer tipo de animosidade nos coloca hoje numa posição de negociar a possibilidade de investimento com outros países, com outras empresas que não as empresas estadunidenses”, declarou ele.

Segundo ele, pelo grande potencial de minerais da transição energética que o Estado possui, o desafio é conseguir processar os minerais na Bahia. “A Bahia possui um grande potencial de terras raras, mas nós também possuímos um grande potencial de minerais da transição energética. Nós estamos muito bem posicionados e compreendemos que o nosso desafio agora é desenvolver tecnologia para poder a gente atrair indústrias para que esses minerais sejam processados na Bahia e cada vez mais a gente não dependa de mercados como os estadunidenses”, acrescentou.

O presidente da CBPM destacou que outros dois estados foram mais impactados do que a Bahia. “Na verdade, nós entendemos que o tarifaço afeta principalmente o estado de Minas Gerais e do Pará, em função do minério de ferro ser, por conta do aço, o mineral mais exportado para os Estados Unidos e o mineral que portanto tem a taxa mais elevada. O setor de rochas ornamentais nós estamos ainda analisando de que forma ele vai ser impactado, até porque a Bahia ainda não possui um polo de processamento dessas rochas aqui”, esclareceu ele.

Por fim, ele revelou a tentativa de parceria com outros países para buscar investimentos. “Inclusive, nós estamos indo para a Itália agora em setembro, buscando exatamente a parceria com investidores italianos para que a gente desenvolva um polo aqui na Bahia. Também estamos conversando com indianos, estamos conversando com outros parceiros nesse campo. Mas, do ponto de vista dos minerais estratégicos, os Estados Unidos têm pouca influência hoje em dia nesse mercado.”, finalizou.

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