Política

Hilton Coelho rebate bolsonarista e afirma "não haver neutralidade diante do genocídio na Palestina"

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O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) disse que Diego Castro (PL) tenta distorcer o debate sobre o conflito Israel-Palestina  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNEWS / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2026, às 19h49



O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) afirmou que as declarações do deputado Diego Castro (PL) representam “uma tentativa grosseira de distorcer o debate e desviar o foco do essencial”. Segundo ele, o objetivo das críticas seria enfraquecer denúncias sobre violações de direitos humanos no conflito envolvendo Israel e Palestina. “Estamos denunciando crimes graves contra a humanidade e exigindo que o Brasil não seja cúmplice”, declarou.

A manifestação ocorre após Diego Castro acionar o Ministério Público da Bahia para investigar uma suposta prática de xenofobia por parte de Hilton Coelho contra israelenses, após confusão registrada durante um ato pró-Palestina em Itacaré, no sul do estado. O parlamentar do PSOL reagiu dizendo que “não se trata de xenofobia, como tenta insinuar o bolsonarista”, mas de “responsabilidade internacional e respeito aos direitos humanos diante de um genocídio acompanhado em tempo real pelo mundo”.

Hilton Coelho afirmou ainda que ele, seu partido e os participantes do ato defendem “a autodeterminação dos povos e a liberdade plena da Palestina”. Para o deputado, o que ocorre não é “um conflito qualquer”, mas “uma política sistemática de destruição, morte e expulsão de um povo”. Ele também classificou como “absurda” a comparação entre manifestações pró-Palestina e episódios ligados ao nazismo.

O parlamentar concluiu dizendo que o posicionamento do grupo é claro e que não aceitará que o Brasil seja “destino de lazer para agentes que possam estar envolvidos em crimes de guerra”. Segundo ele, “isso não é perseguição a nacionalidade, é recusa à impunidade”, e reforçou que seguirá defendendo a causa palestina: “Palestina livre, do rio ao mar, com justiça, dignidade e direito à existência. Não vamos recuar”.

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