Política

Hospital Albert Einstein se pronuncia após cardiologista dizer que não atende eleitores do PT

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Médico cardiologista também fez ataques ao presidente Lula em uma publicação feita nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Instagram
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 25/10/2026, às 07h39



O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, decidiu se pronunciar sobre a declaração do cardiologista Clederson Henry Dina de que não atende eleitores do PT. Em uma sequência de stories no Instagram, o médico escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”, em uma manifestação acompanhada de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a seus apoiadores.

O médico também fez referência à clínica do médico infectologista Davi Uip. Após a repercussão, essas referências foram retiradas da descrição do perfil.

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Em nota, o Einstein disse que repudia as declarações e reforçou que a opinião individual de profissionais não representam o posicionamento da instituição. O hospital diz que possui cerca de 20 mil médicos entre autônomos e contratados. Ainda segundo o hospital, o caso está sendo analisado internamente de acordo com o código de ética e as diretrizes institucionais vigentes.

"O Einstein conta com cerca de 20 mil médicos, entre autônomos e contratados, que atuam no hospital. Declarações individuais desses profissionais não representam o posicionamento institucional da organização. O Einstein repudia de forma veemente qualquer manifestação ou ação discriminatórias e não tolera condutas que atentem contra o respeito e os direitos de qualquer pessoa. O caso mencionado está sendo tratado de acordo com o código de ética, princípios e diretrizes institucionais", informou o hospital.

O que diz o Código de Ética Médica

O Código de Ética Médica, definido pelo Conselho Federal de Medicina, determina que a profissão deve ser exercida sem discriminação de nenhuma natureza. A medicina é considerada uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade.

A norma proíbe que médicos deixem de atender pacientes em serviços de urgência e emergência quando essa assistência for de sua responsabilidade. Embora a possibilidade de recusa dependa das circunstâncias, a discriminação por convicção política contraria diretamente os princípios éticos estabelecidos. "É vedado ao médico deixar de atender em setores de urgência e emergência, quando for de sua obrigação fazê-lo, mesmo respaldado por decisão majoritária da categoria", diz a norma. 

Relembre o caso

O cardiologista Clederson Henry Dina afirmou que não atende eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) e disse ter “recursos” para recusar pacientes por preferência política. Em outra mensagem, Dina afirmou ter “recursos” para evitar o atendimento a esse grupo, mas não explicou como identificaria a orientação política dos pacientes.

As publicações foram apagadas antes de completarem 24 horas, período em que os stories ficam disponíveis na plataforma. Antes da repercussão, o perfil do cardiologista mencionava ligação com o Hospital Israelita Albert Einstein e com a clínica do infectologista David Uip.

Procurada pelo UOL, a assessoria de David Uip informou que Dina não tem vínculo empregatício com a clínica e apenas aluga uma sala de atendimento no mesmo prédio.

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