Política

Hugo Motta sobe o tom e reage ao novo tarifaço de Trump: “Agressão ao livre comércio e à soberania brasileira”

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados alertou para os prejuízos que o novo tarifaço pode gerar na economia brasileira  |   Bnews - Divulgação Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 17/07/2026, às 10h33



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) criticou a decisão do governo Donald Trump, dos EUA, de aplicar uma taxa de 25% nas exportações brasileiras. 

Em nota publicada nas redes sociais, Motta manifestou seu repúdio a medida e citou que a Lei de Reciprocidade pode ser usada como forma de defender os produtos brasileiros comercializados no país norte-americano.

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“Manifesto meu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”, afirmou. 

Motta classificou a medida como “protecionista”, alertou para os prejuízos que o novo tarifaço pode gerar na economia brasileira, e ainda garantiu uma atuação firme da Câmara ao tratar sobre o assunto.  

Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre comércio e à soberania brasileira. A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, principalmente, dos empregos dos brasileiros”, pontuou. 

Produtos taxados

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros começa a valer em 22 de julho e atinge a maior parte das exportações do país, com exceção de cerca de 2 mil itens. 

A medida foi determinada após investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, sob a justificativa de que o Brasil adota práticas consideradas desleais e prejudica empresas americanas.

Entre os principais produtos brasileiros que passarão a ser taxados estão itens industriais, bens de consumo e commodities. A lista inclui:

  • Produtos industriais e máquinas: maquinário agrícola, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e componentes de borracha para veículos
  • Bens de consumo: calçados, vestuário e papel
  • Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira
  • Celulose: celulose de dissolução de alta pureza, que foi retirada da lista de isenções
  • Produtos químicos de uso geral: substâncias como celulose e fosfoaminolipídeos, quando destinadas a usos industriais (fora do setor farmacêutico)

Classificação Indicativa: Livre

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