Política

Hugo Motta tem semana decisiva à frente da presidência da Câmara

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Parlamentares avaliam que Hugo Motta precisa dar punição exemplar para retomar comando  |   Bnews - Divulgação . Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 11/08/2025, às 09h18



Após uma semana de caos com a ocupação da Mesa Diretora no plenário da Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) enfrenta dias importantes para provar que ainda mantém o controle da Casa.

Deputados ouvidos pelo g1 acreditam que Motta precisa demonstrar firmeza e liderança para recuperar sua autoridade.

Parlamentares afirmam que já passou da hora de Motta "mostrar liderança na Casa" e cobram uma punição severa para os deputados envolvidos no episódio.

Na última sexta-feira (8), a Mesa Diretora optou por não decidir sobre a suspensão dos parlamentares, preferindo enviar representações contra 14 deputados à Corregedoria Parlamentar.

Agora, Motta espera o parecer do corregedor Diego Coronel (PSD-BA) antes de encaminhar os casos ao Conselho de Ética.

Já os deputados Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG), que tiveram mandatos suspensos, tiveram suas representações enviadas diretamente ao Conselho pela Mesa.

Um parlamentar destacou que, daqui para frente, o que importa é Motta "ter atitude de líder" e se mostrar "dono da discricionariedade".

Outro político reconheceu que o presidente saiu "fragilizado" do episódio, mas ponderou que sua recuperação depende das próximas ações.

"Os próximos passos que serão determinantes se ele vai continuar nessa situação. Não é o retrato que diz qual é o cenário, é a continuidade. O problema é como vai ser semana que vem", afirmou.

Para os deputados, um passo importante para Motta é garantir a aprovação da pauta que será definida na terça-feira (12) em reunião com os líderes.

A base governista enxerga uma oportunidade de avançar projetos de interesse do governo, especialmente após o motim liderado por deputados bolsonaristas.

Um dos projetos mencionados é a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para R$ 5 mil, uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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