Política

Igreja Católica afasta padre que anunciou filiação a partido político e pré-candidatura

Reprodução
O padre Antônio Menezes, da Diocese de Rio Branco, no Acre, foi afastado das funções após anunciar pré-candidatura a deputado  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 02/12/2025, às 18h01 - Atualizado às 18h07



A Diocese de Rio Branco, no Acre, afastou, neste sábado (29), o padre Antônio Menezes de todas as funções sacerdotais após o religioso se filiar ao PT e anunciar pré-candidatura a deputado estadual. O comunicado foi assinado pelo bispo dom Joaquín Pertíñez. Ele classificou a postura do sacerdote como incompatível com as normas da Igreja Católica.

A filiação do sacerdote ao partido contou com a presença do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do ex-governador do Acre, Jorge Viana, atual presidente da Apex-Brasil. Com a decisão do bispo, o padre está proibido de celebrar missas, realizar batismos, confissões e participar de celebrações religiosas como sacerdote.

O bispo ainda determinou que o padre não realize manifestações políticas em grupos ou redes sociais ligadas à Diocese de Rio Branco. "Ele já sabe, por experiência própria, que nossa Igreja, a quem disse servir, não permite esse posicionamento pessoal, nem partidário e, menos ainda, como candidato a um cargo político", escreveu o bispo de Rio Branco, ao anunciar o afastamento do sacerdote.

Em declaração à imprensa do Acre, o padre disse que ele solicitou ao bispo o afastamento para se dedicar à pré-campanha. “Eu escrevi uma carta pedindo ao dom Joaquín e ao Conselho minha liberação para entrar na política e fazer a pré-campanha. Escolhi não estar celebrando nesse período para que não digam que estou usando a Igreja para me promover”, afirmou.

O padre disse que atuava em duas paróquias e que não conseguiria realizar as atividades pastorais e as políticas. “Agora vou andar este Acre inteiro e precisava de tempo. Continuo sendo padre e, depois das eleições, escrevo outra carta pedindo para voltar à missão, para celebrar as missas. Nada impede que o padre seja político. São trâmites necessários”, destacou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)