Política

Imbassahy revela que ajudou no PL da Dosimetria e defende prisão domiciliar de Bolsonaro

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Ex-prefeito de Salvador disse que as punições aos envolvidos foram exageradas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube BNEWS
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 23/01/2026, às 12h51



O ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy revelou que agiu nos bastidores para a aprovação do PL da Dosimetria, proposta que visa a redução da pena dos envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3 FM) nesta sexta-feira (23), Imbassahy disse que as punições aos envolvidos foram exageradas. Ele reconhece que houve tentativa de golpe de Estado, mas que a ruptura não foi consumada, e que por isso as penas precisam ser revistas. 

O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional no final de 2025, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula (PT). A expectativa é de que os parlamentares derrubem o veto presidencial após o fim do recesso legislativo.

“Tem gente que foi para o movimento que não sabia nem o que era, são os chamados inocentes úteis,que agora estão pagando um preço enorme e isso não faz bem. Temos que superar esse passado com penalidades. Eu até ajudei nos bastidores na aprovação da PL da Dosimetria no Congresso Nacional para que a gente pudesse encontrar um caminho de redução das penalidades”, disse. 


“O golpe não aconteceu, mas sem dúvida nenhuma houve uma tentativa. Criou-se um ambiente para ver se o desfecho seria o golpe, mas graças a Deus não aconteceu. Tem gente que fala que a democracia não é um grande regime, mas não tem outro melhor”, afirmou.

Na conversa com o apresentador José Eduardo, o ex-prefeito da capital baiana também defendeu a prisão domiciliar do ex-presidente. “Por quê o presidente Bolsonaro não está numa prisão domiciliar? É uma questão até de humanidade, não é só seguir a letra da lei. Temos que entender que há um histórico de saúde que precisa ter um cuidado maior”, pontuou. 

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