Política
por Daniel Serrano
Publicado em 20/10/2025, às 15h52 - Atualizado às 15h52
A influenciadora digital e escritora Bárbara Carine utilizou as redes sociais para criticar o Projeto de Lei nº 262/2025, proposto pelo vereador Kênio Rezende (PRD) e aprovada pela Câmara Municipal de Salvador no início de outubro, que propõe o uso da Bíblia Sagrada como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares de Salvador.
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Em um vídeo publicado no Instagram, a escritora classificou a aprovação do projeto como "vergonhoso" e disse que as escolas da rede municipal de ensino não podem ser "um quintal da igreja de ninguém".
"Ah, Bárbara, você está fazendo cristofobia, você está sendo contra... Gente, a Bíblia é um livro religioso, que as pessoas que pregam a fé cristã, elas vão adotar o seu livro dentro das suas igrejas. A escola não é um quintal da igreja de ninguém. A escola não é a extensão da igreja de ninguém. A Bíblia tem a sua liberdade de transitar nos ambientes religiosos, dentro da sua família, da sua casa, se é assim que você deseja", disse Bárbara.
"Escola não é um ambiente de monocultura. A escola não é um ambiente de imposição religiosa. A escola é laica. Está previsto na Constituição Federal Brasileira. Pois, isso é revoltante. E a gente está falando de escolas municipais", acrescentou.
A influenciadora ainda chamou a atenção para o avanço das religiões neopentecostais nas periferias de Salvador e como "essas diversas perspectivas religiosas neopentecostais, muitas vezes, são agressivas com pessoas das religiões de matriz africana".
"Violentam, quebram tempos, matam pessoas. Construíram uma concepção de mundo unilateralizada, que só eles têm verdade da fé, só eles têm a noção do que é divindade. O resto tudo é demonizado, principalmente quando é vinculado a religiões de matriz africana. E aí, a gente está falando de uma cidade com 84% de população negra e aí vem a Câmara Municipal e faz um negócio desse? É um absurdo", disparou.
"Ah, Bárbara, mas a Bíblia é um livro de contos? Não é sobre isso. A gente não é ingênuo. A gente sabe que para quem está fora da igreja, a Bíblia é um livro de contos, mas não é quem está fora da igreja que está pautando que a escola, é quem está dentro para promover o controle de imagem, de mundo, de natureza, de fé, o controle das massas", finalizou.
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