Política
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça está insatisfeito com as informações da delação premiada apresentadas à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos advogados de Daniel Vorcaro.
De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Mendonça, relator do processo que investiga Vorcaro por uma série de crimes, acredita que as informações estão distantes do que já foi apurado pela PF em suas investigações contra o dono do banco Master.
Não há, por exemplo, esclarecimentos sobre a relação de Vorcaro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil -AP). O ex-banqueiro chegou a se reunir com Alcolumbre na residência oficial do Senado, de acordo com diálogos dele com a ex-namorada Marta Graeff que estavam em um dos celulares apreendidos pela PF.
Na quarta-feira (6), quando os anexos da delação foram apresentados, os investigadores da PF e da PGR fizeram uma alerta para a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro de que as declarações apresentadas eram insuficientes para formalizar a proposta.
Conforme apurou o portal Metrópoles, Vorcaro não havia revelado todos os dados sobre o destino do dinheiro supostamente desviado na fraude financeira nem como teria gasto parte dos valores e quem seriam os possíveis laranjas no esquema criminoso.
A PF também queria os nomes de todas as autoridades dos três Poderes da República supostamente envolvidas com o Master. Após a entrega dos anexos em pendrives, as autoridades irão avaliar se os elementos probatórios são consistentes e isso pode demorar meses.
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