Política
Publicado em 14/07/2025, às 09h35 - Atualizado às 09h36 Cadastrado por Daniel Serrano
A tarifa de 50% aos produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve interferir na tentativa de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional para aprovar o projeto de lei que prevê a anistia aos condenados pelos atos golpistas no dia 8 de janeiro de 2023. As informações são da revista Veja.
De acordo com a publicação, bolsonaristas acreditavam que os posts de Trump acusando a justiça brasileira de estar perseguindo Bolsonaro era a medida mais clara de que o presidente dos EUA poderia sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A avaliação do entorno do ex-presidente brasileiro era de que uma possível penalidade a Moraes seria o melhor instrumento para pressionar parlamentares de diferentes espectros políticos para aprovar o projeto que prevê o perdão aos condenados pelos atos golpistas.
O projeto para anistiar os autores da depredação nas sedes dos Três Poderes também tem como objetivo beneficiar Bolsonaro de futuras condenações contra o ex-presidente.
Antes dos posts de Trump, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, dizia ter um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar o projeto da anistia antes do recesso, marcado para o próximo dia 18.
No entanto, o anúncio do tarifaço de Trump contra o Brasil fez o cenário mudar. Um dos setores que mais criticaram a medida foi o agronegócio, historicamente aliados a Bolsonaro. O setor produtivo ainda calcula os prováveis danos e mesmo políticos da base bolsonarista, que não conseguiu se descolar da associação de terem jogado contra o próprio gol. Com isso, o entendimento é de que é improvável que o Congresso coloque a anistia como uma das prioridades da Casa neste momento.
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