Política

“Ir pedir arrego aos outros é vergonhoso”, diz Jaques Wagner sobre ida de Flávio aos EUA

Devida Santana / BNEWS
Wagner ressalta que a decisão americana não deve interferir na eleição no Brasil  |   Bnews - Divulgação Devida Santana / BNEWS
Anderson Ramos e Yuri Pastori

por Anderson Ramos e Yuri Pastori

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/05/2026, às 10h34 - Atualizado às 10h36



O pré-candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT), avaliou em entrevista aos jornalistas, na manhã desta sexta-feira (29), durante agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), no bairro do Pernambués, em Salvador, a decisão dos EUA em classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Para o petista, a decisão é uma ameaça à soberania nacional.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews
"Eu não vou me meter no governo americano, mas a decisão dele vale lá para dentro. Evidentemente que nós não vamos aceitar a quebra da soberania nacional", afirmou.

Wagner considera que as organizações criminosas intimidam assim como as milícias. Ele lembrou da PEC da Segurança Pública que está para ser votada e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está pensando em criar o Ministério da Segurança para integrar as inteligências das polícias civis e militares de todo o país com a Polícia Federal para dar mais eficiência no combate ao crime.

"O que eu acho vergonhoso é alguém que se diz que pretende ser candidato à presidência da República e, me desculpe o termo, pedir arrego aos outros e achar que os outros vão intervir aqui. Os Estados Unidos é que vai resolver o problema de segurança? Eles não resolveram o problema de segurança deles. Eles estão querendo levantar o muro com o México, porque onde é que se consome droga? É em país rico, inclusive lá. Então, na minha opinião, o que eu acho deplorável... nós não vamos abrir mão da nossa soberania", reiterou.

Wagner disse ter feito uma sugestão a Lula para que promovesse uma reunião com os chefes dos outros poderes. “Porque essa afronta não é ao Executivo, é ao país”, explicou.

O petista acredita que o presidente norte-americano não vai interferir na eleição brasileira e que Flávio não tem moral para decidir por Trump. “O povo brasileiro tem a cabeça erguida, a sua soberania e vai julgar os candidatos de acordo com o que cada candidato fez pelo seu país. Não acho que isso tenha peso maior do ponto de vista eleitoral", acrescentou.

"Ele [Flávio] está urrando porque foi pego com a boca na botija no negócio do Daniel Vorcaro, dono do Master. Ele diz que não conhece o cara e pediu 134 milhões. Não conhece o cara e foi visitar o cara de tornozeleira. Depois disse que foi lá para dizer pro cara: 'Olha, eu não venho mais aqui'. Parece que era o fim de namoro: 'Olha, eu não posso mais aparecer aqui que você tá de tornozeleira'. Depois vai o presidente do partido dele e fala: 'Não, ele foi lá para pegar o resto do dinheiro que ainda não tinha chegado' ”, disparou.

“Quando o cara começa a mentir, cada hora se enrola mais, entendeu? Então, ele foi lá para bater a foto, queria ter um encontro com o cara. É diferente de três horas de diálogo que um presidente que se respeita, como o presidente Lula teve com ele lá e ele saiu elogiando o presidente Lula", concluiu.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Assista:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)